Divulgação/CBF
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Vadão elogia postura do Brasil em torneio, mas cobra evolução grande para Mundial

Seleção perdeu os três jogos na competição amistosa She Believes, disputada nos Estados Unidos

Redação, Estadão Conteúdo

06 de março de 2019 | 13h30

Depois de ver a seleção brasileira feminina de futebol fechar o torneio amistoso She Believes, nos Estados Unidos, com três derrotas em três jogos, sendo a última delas por 1 a 0 para as norte-americanas na noite de terça-feira, na cidade de Tampa, o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, procurou minimizar o peso esportivo dos resultados. Ele preferiu exaltar a postura exibida pela equipe nacional nestas partidas que serviram como preparação para o Mundial que começa no dia 7 de junho, na França.

O comandante da seleção lembrou que não houve como o Brasil se preparar de maneira ideal para esta competição amistosa, na qual também foi superada pela Inglaterra, por 2 a 1, e pelo Japão, por 3 a 1. O fato pesou para que as suas jogadoras não conseguissem sequer um empate em sua campanha, mas ele enfatizou que o importante foi aproveitar a chance de medir forças com três das maiores potências do futebol feminino e utilizar estes duelos como experiência para o grande desafio em solo francês.

"Em relação a resultados, obviamente nós fomos muito mal, não fizemos nenhum ponto. Mas agora o que a gente ficou satisfeito foi de ter jogado mesmo sem ter treinado conjuntamente. A última vez que a gente se encontrou foi em janeiro, com todo o grupo, só que cada uma estava treinando uma coisa. Algumas estavam se recuperando de contusão, outras recuperando parte física e outras treinando com bola. Quer dizer, nós não tivemos trabalho coletivo e nem tático naquela oportunidade", ressaltou Vadão, em entrevista coletiva, para depois destacar que este torneio amistoso foi um bom aperitivo para o que a seleção brasileira pode esperar para o Mundial.

"Viemos aqui para o torneio sem nenhum treinamento, sem nenhum jogo, e sabendo que algumas atletas que ficaram com a gente no Brasil não tinham feito nenhum jogo oficial. Então, nós sabíamos das dificuldades, mas escolhemos jogar este torneio justamente porque queríamos sentir o potencial destas equipes que são favoritas e nos situarmos para ver que caminho a gente toma para o Mundial", reforçou.

EVOLUÇÃO NECESSÁRIA

O treinador também reconheceu que a seleção brasileira precisa melhorar muito e projetou esta evolução para que o time possa chegar forte à grande competição na França, onde vai estrear contra a Jamaica, no dia 9 de junho, em Grenoble, no duelo que fechará a primeira rodada do Grupo C do torneio. Em seguida, a equipe nacional terá pela frente a Austrália, no dia 13, em Montpellier, e medirá forças com a Itália no dia 18, em Valenciennes, no encerramento desta chave.

"Ficou claro que está faltando muita coisa ainda, inclusive na parte física, que nós temos de melhorar, mas acho que postura nossa perante as adversárias foi sempre de igual para igual, tentando buscar o melhor resultado", disse Vadão, que lamentou, entre outras coisas, o golaço marcado por uma inglesa no final do amistoso em que o Brasil foi derrotado de virada em sua estreia neste torneio amistoso nos EUA.

"Contra a Inglaterra sofremos uma virada em uma infelicidade muito grande de um chute que dificilmente acontece novamente. Contra o Japão, a gente dominou o tempo todo, teve a chance de vencer, mas ironicamente a gente perdeu. E contra os Estados Unidos foi um jogo pau a pau, equilibrado. Os Estados Unidos se aproveitaram um pouco melhor no começo do primeiro tempo. Depois o Brasil jogou bem, no segundo tempo a gente mandou e teve mais posse de bola, e jogamos contra uma grande equipe", analisou.

Vadão também enxergou um crescimento da seleção em comparação ao futebol apresentado nos amistosos contra Inglaterra e França, respectivamente em outubro e novembro. No primeiro destes duelos, em Nottingham, o time nacional foi derrotado por 1 a 0. No mês seguinte, em Nice, a equipe acabou sendo batida pelas francesas por 3 a 1 em seu último compromisso em 2018.

"O desempenho foi melhor do que a gente esperava em relação ao final do ano passado, quando a gente estava bem desfalcado. Houve uma melhora neste sentido, mas ainda falta bastante, pois no Mundial temos de chegar em um nível bem acima", admitiu.

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