Lucas Figueiredo / CBF
Lucas Figueiredo / CBF

Vadão exalta vitória da seleção feminina e prevê 'jogo decisivo' contra Argentina

Caso vença a equipe do país vizinho, Brasil encaminhará sétimo título da Copa América

Estadão Conteúdo

17 de abril de 2018 | 11h02

O técnico Vadão exaltou a importância da vitória por 3 a 1 que a seleção brasileira feminina de futebol conquistou sobre o Chile, na noite de segunda-feira, em La Serena, na casa das adversárias, em sua estreia no quadrangular final da Copa América. O treinador, porém, evitou exibir euforia e já começou a projetar o duelo contra a Argentina, na quinta, às 16h45 (de Brasília), que ele qualificou como "decisivo" para o time nacional em sua caminhada rumo ao título do torneio continental.

+ 'Tropa de choque' política ganha reforço na tarefa de blindar a CBF

+ CBF proíbe venda de versão 'comunista' de camisa da seleção brasileira

Também pela rodada inicial deste estágio da competição, as argentinas venceram a Colômbia por 3 a 1 nesta segunda e assim dividem a ponta do quadrangular com as brasileiras. No último dia 5, as comandadas de Vadão derrotaram justamente a tradicional adversária, pelo mesmo placar de 3 a 1, em sua estreia nesta Copa América.

"O mais importante foi a vitória diante de um adversário difícil. A Argentina surpreendeu ao vencer a Colômbia e com isso teremos agora um confronto praticamente decisivo. A Argentina criou uma situação para brigar pela vaga", afirmou o treinador, em entrevista ao site oficial da CBF, se referindo ao fato de que as rivais também estão na disputa para conquistar um lugar no Mundial de 2019, na França, e na Olimpíada de 2020, em Tóquio.

Já ao falar mais especificamente sobre a partida contra as chilenas, Vadão reconheceu que o Brasil apresentou uma queda de rendimento na etapa final do confronto desta segunda-feira, mas ele encarou com naturalidade as dificuldades enfrentadas pela seleção em um jogo no qual as adversárias contaram com forte apoio da torcida local.

"A gente (comissão técnica e jogadoras da seleção) traçou o perfil do jogo e aconteceu exatamente o que a gente traçou. Elas (chilenas) mostraram um entusiasmo muito grande e com a torcida empurrando o tempo todo. Mesmo com 3 a 0 (para o Brasil), a torcida não deixava de incentivar e a gente sabia que seria assim. Aí elas conseguiram um gol de fora da área e se entusiasmaram novamente", afirmou o técnico da seleção.

"Era um jogo difícil. Fizemos um primeiro tempo muito bom, no segundo tempo a gente teve alguns erros e deveríamos ter usado um pouco mais as laterais do campo e as jogadas de fundo. Até usamos, mas não com a frequência que deveríamos usar", reforçou.

Após enfrentar a Argentina, o Brasil fechará a sua campanha no quadrangular final no domingo, às 19 horas (de Brasília), quando espera confirmar o seu favoritismo e voltar a conquistar o título sul-americano que ganhou anteriormente em 1991, 1995, 1998, 2003, 2010 e 2014. O País só não ficou com a taça do torneio continental em 2006, quando foi surpreendido pela Argentina na decisão realizada na casa da adversária.

O campeão e o vice da Copa América garantirão vaga direta no Mundial de 2019, enquanto o terceiro colocado disputará uma repescagem contra um representante da Concacaf em busca de um outro lugar na competição. A seleção vencedora da Copa América também vai assegurar participação nos Jogos Olímpicos de 2020 e a vice-campeã jogará uma outra repescagem contra uma nação da África por um segundo posto no grande evento em Tóquio.

Para completar, a disputa em solo chileno dá quatro vagas nos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima, onde Brasil, Argentina, Colômbia e o Chile estarão presentes pelo fato de terem avançado a este quadrangular final que começou na segunda-feira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.