Mariana Bazo/Reuters
Mariana Bazo/Reuters

Vadão se diz surpreso com saída de atletas da seleção feminina

Treinador, que reassumiu equipe após demissão de Emily Lima, prefere não entrar em polêmicas e deixa 'portas abertas'

Ricardo Magatti, especial para O Estado de S. Paulo

14 Outubro 2017 | 17h00

De volta à seleção brasileira feminina de futebol após quase 11 meses, o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, preferiu não entrar em polêmicas em relação à demissão de sua antecessora, a treinadora Emily Lima, e à saída de cinco atletas em protesto, mas revelou que foi pego de surpreso com a notícia.

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“Fiquei surpreso, mas não incomodado, porque a saída da Emily não tem nada a ver com a minha volta. Não sou o responsável pela saída dela. Não vou entrar em polêmica e ficar dando respostas, tenho uma carreira consolidada, de 25 anos”, disse o comandante de 61 anos, em entrevista ao Estado.

Emily assumiu a seleção no final do ano passado e foi a primeira mulher a comandar a equipe. Deixou o time dez meses depois, alegando falta de respaldo do coordenador da seleção, Marco Aurélio Cunha. Cristiane, Fran, Rosana, Andreia Rosa e Maurine foram as jogadoras que anunciaram aposentadoria da seleção em solidariedade à demissão da técnica. Apesar de não querer entrar em polêmica, Vadão conversou com Cristiane e tentou o retorno dela à seleção, mas em vão.

“Já sabia da decisão dela. Conversei com a Cristiane de manhã, antes de ela postar o vídeo anunciando a aposentadoria. É uma decisão pessoal dela e tenho de respeitar, mas as portas estarão sempre abertas”, disse.

Antes de ser chamado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para voltar ao comando da seleção feminina, Vadão estava no Guarani na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Após uma série de derrotas, foi demitido. Foi aí que recebeu o convite da CBF.

“Não me sai da cabeça aquele jogo contra a Suécia (semifinal da Olimpíada do Rio, quando o Brasil foi derrotado nos pênaltis). Quero dar a volta por cima e tirar a frustração do povo brasileiro para poder vencer dessa vez”, afirmou o treinador, que crê que o desafio é maior agora, na sua segunda passagem pela seleção por ter de montar a equipe às pressas.

Vadão encerrou seu primeiro período na seleção em novembro do ano passado depois de dois anos. Esteve presente na Copa do Mundo do Canadá, em 2015 – o Brasil foi eliminado pela Austrália nas oitavas de final –, e também nos Jogos Olímpicos do Rio.

O treinador retorna com a missão de disputar a Copa América, em abril, para classificar o grupo para a disputa do Mundial, que será na França em 2019, e para a Olimpíada, em 2020, em Tóquio, no Japão. O seu primeiro desafio no retorno à seleção é a disputa da Copa CFA Yongchuan, de 19 a 24 de outubro, na China. Além da anfitriã, o Brasil enfrentará o México e a forte Coreia do Norte no torneio amistoso.

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