Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

'Vai ser uma emoção monstro', diz Muricy sobre reestreia

Treinador diz que será difícil se conter quando pisar no gramado

FERNANDO FARO, O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - A volta para casa está mexendo com o coração de Muricy. Lisonjeado com o apoio e o carinho que tem recebido dos torcedores são-paulinos, o treinador disse que será difícil segurar a emoção quando pisar no gramado em que conquistou tantas vitórias como jogador e treinador. “Vai ser difícil, porque será uma emoção ‘monstro’. No meu prédio já tinha bandeira com ‘bem-vindo Muricy’, uma loucura. E mexe com a gente.”

Só não haverá mais do que 43 mil torcedores esta noite no Morumbi porque parte do está interditada para a montagem do palco para shows de Beyoncé e Bon Jovi, dois grandes nomes da música. Mas para o torcedor, o grande nome que voltará ao estádio é Muricy Ramalho. E se o clube pudesse usar toda a capacidade da arena é difícil imaginar que os 63 mil lugares não estariam ocupados por pessoas que depositam no treinador as últimas esperanças de ver o time escapar do rebaixamento no campeonato.

Uma prova do fenômeno de popularidade do treinador foi o imenso aumento na procura por ingressos assim que sua contratação foi confirmada. Antes disso, apenas pouco mais de mil bilhetes haviam sido vendidos, mas bastou o anúncio para a procura explodir em poucos minutos e a carga se esgotar.

O departamento de comunicação centrou todas as ações promocionais no retorno do técnico e já programou o lançamento de uma camisa com o bordão “Aqui é trabalho, meu filho!”, com uma imagem estilizada do técnico batendo nos braços, imortalizada na inesquecível conquista do hexacampeonato brasileiro, em 2008.

Nem mesmo o fato de ter treinado Palmeiras e Santos diminuiu a devoção por Muricy. Quando Ney Franco via seu barco naufragar, a torcida gritava por sua volta nas arquibancadas. Veio Paulo Autuori, campeão da Libertadores e Mundial em 2005, mas o torcedor continuava sonhando com Muricy. Agora o sonho virou realidade, e o treinador carrega a enorme responsabilidade de fazer toda essa expectativa valer a pena.

Desempregado desde que deixou o Santos, no fim de maio, Muricy viu seu nome ser preterido pelo de Autuori e tão pouco cogitado para substituir Ney Franco apesar dos pedidos da torcida. “Naquela época decidiram que era o Paulo e não fiquei aborrecido de forma nenhuma, afinal ele é um técnico vencedor e tem grande currículo.”

O São Paulo de hoje não é o que Muricy se acostumou a ver, mas a torcida espera que seu retorno seja uma volta aos velhos tempos de vencedor. Se salvar o time da degola, ganhará ainda mais o amor dos são-paulinos.

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