Vaias podem precipitar saída de Kaká

A diretoria do São Paulo só admitia se desfazer de Kaká por US$ 15 milhões, mas já trabalha com a possibilidade de perdê-lo por um valor um pouco menor. As vaias da torcida ao jogador, no sábado, na derrota para o Inter por 2 a 0, preocuparam os dirigentes, que temem que o meia não consiga render como anteriormente, por causa das pressões. Juvenal Juvêncio, diretor de Futebol, chegou a afirmar, hoje, que aceita liberá-lo por cerca de US$ 12 milhões, caso o clube interessado, no caso o Milan, pague os 15% a que o atleta tem direito por cláusula contratual. Leonardo, ex-jogador e dirigente do clube italiano, deve fazer novo contato com os são-paulinos amanhã e aumentar a quantia da última oferta que fez na quinta-feira - US$ 8 milhões. A imprensa italiana garante que ele oferecerá US$ 12 milhões, mas Juvêncio não está tão confiante em relação a essa possibilidade. "E por US$ 8 milhões não tem conversa." O Chelsea também manifestou interesse na contratação de Kaká, segundo divulgou a imprensa européia. Seus dirigentes prometem pagar os US$ 15 milhões ao São Paulo, mas, até agora, nada de oficial chegou ao Morumbi. O meia mostrou irritação com as insistentes perguntas sobre sua eventual transferência e pediu para não comentar o assunto. Confessou ter ficado bastante aborrecido com as críticas da torcida e disse que teve certa dificuldade para jogar fora da posição contra o Inter. Para o jogo de quarta-feira, contra o Cruzeiro, o lateral-esquerdo Fábio Santos deve substituir Fabiano, suspenso.

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