Valcke e suas ligações com Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF

Teixeira e o ex-secretário-geral da Fifa eram muito próximos

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2015 | 16h45

A ligação entre Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa, e Ricardo Teixeira, ex-homem forte do futebol brasileiro, não era segredo para ninguém. Mas em um perfil publicado pelo jornal Le Monde em 2012, a reportagem revela como o francês era levado em um helicóptero até uma mansão de Teixeira para passar fins de semana, inclusive na companhia de Sandro Rossell, ex-presidente do Barcelona e na época representante da Nike.

Sobre seu ex-amigo, Valcke garante que não tem mais informação desde que Teixeira deixou a CBF e se mudou para Miami - hoje o ex-presidente da CBF vive no Rio de Janeiro. Mas garante que não se arrepende da “proximidade com ele”. “Nem todas as pessoas com as quais eu estive eram perfeitas. Isso faz parte da vida”, completou.

A relação com Teixeira, porém, causou certa turbulência para Valcke ainda, tanto no Brasil quanto na Fifa. Na entidade em Zurique, mesmo altos funcionários que gerenciam a imagem da entidade, acreditavam que parte dos problemas enfrentados por Valcke no Brasil estava relacionado com sua amizade com Teixeira. A relação entre Rossell e Teixeira foi alvo de uma série de investigações no Brasil.

No mundo do futebol, Valcke ganhava força até pouco depois da Copa do Mundo do Brasil. Ele inclusive chegou a planejar candidatura para presidir a Fifa. Sua ideia era assumir a entidade neste ano, mas seu mundo foi ruindo aos poucos com as investigações sobre a corrupção no futebol.

Durante anos foi Valcke que, de fato, comandou a Fifa, deixando Joseph Blatter como uma espécie de monarca. O “primeiro-ministro” do futebol mundial organizou a Copa de 2014, mesmo com a tentativa de o Brasil de o afastar depois que ele sugeriu que o País merecia um “chute no traseiro” pelos atrasos no Mundial.

Apesar de ter dado um prejuizo de US$ 90 milhões à Fifa por criar polêmica entre a Visa e MasterCard, Valcke transformou a Fifa nos últimos anos em uma máquina de fazer dinheiro. Ele não esconde seu orgulho: “Desde 2007, eu aumentei a receita da Fifa em 60%”, disse ao Le Monde na época. 

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