Marcos de Paula - Arquivo Estadão
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Valcke vê caso Del Nero como 'um problema interno'

No Brasil para inspeções da Copa 2014, secretário-geral da Fifa se disse inapto a comentar fatos

Tiago Rogero , Agência Estado

26 de novembro de 2012 | 13h49

RIO - O secretário-geral da Fifa, Jèrôme Valcke, começou nesta segunda-feira mais uma visita ao Brasil, para vistoriar sedes da Copa de 2014 e participar no próximo sábado do sorteio dos grupos da Copa das Confederações de 2013. E, durante o primeiro evento de sua agenda, comentou rapidamente sobre o caso envolvendo Marco Polo Del Nero, membro do Comitê Executivo da Fifa, que prestou depoimento à Polícia Federal e teve documentos e equipamentos apreendidos.

Del Nero, que também é presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, foi um dos envolvidos na operação Durkheim da Polícia Federal, que serviu para desarticular duas organizações criminosas, uma especializada na venda de informações sigilosas e outra voltada à prática de crimes contra o sistema financeiro. Nesta segunda-feira, ele chegou a ser levado para prestar depoimento na sede da PF em São Paulo. Depois, foi liberado.

"Estou absolutamente tranquilo. Eu prestei todos os esclarecimentos necessários e fui liberado", disse Del Nero, após dar seu depoimento na PF. Ele explicou que a investigação corre em segredo de Justiça e, por isso, não poderia dar detalhes. "É um assunto particular. Posso garantir que não tem relação com o futebol nem com meu escritório", afirmou Del Nero, que é advogado criminalista.

"A informação que eu tive é que a Polícia Federal foi até a casa dele e levou objetos e colheu depoimentos. É um problema interno, não vejo como poderia comentar", afirmou Valcke, ao falar sobre o caso envolvendo Del Nero, após ter participado nesta segunda-feira da cerimônia de abertura da Soccerex, feira de negócios do futebol que acontece no Forte de Copacabana, no Rio.

Ao ser perguntado, Valcke também falou na hipótese de Del Nero ser eventualmente investigado pela própria Fifa. "O que posso dizer é que o Comitê de Ética da Fifa tem plena liberdade para investigar, caso ache necessário, o Del Nero ou qualquer outro membro da Fifa, mas todos somos inocentes até que se prove o contrário", disse o dirigente, que visita ainda nesta segunda-feira as obras do Maracanã.

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