Rodolfo Buhrer/Reuters
Rodolfo Buhrer/Reuters

Valcke visita Arena da Baixada e fica 'impressionado'

Secretário geral da Fifa está em Curitiba para acompanhar obras da Copa

AE, Agência Estado

27 de novembro de 2012 | 16h10

CURITIBA - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, está em Curitiba para acompanhar o andamento das obras da cidade para receber a Copa do Mundo de 2014. Nesta terça-feira, ele esteve na Arena da Baixada, acompanhado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e dos membros do Comitê Organizador Local (COL), os ex-jogadores Bebeto e Ronaldo, e indicou estar satisfeito com o projeto da casa do Atlético-PR.

"Fomos informados hoje (terça) que o estádio está bem encaminhado. É o tipo de estádio de que gosto, com 45 mil pessoas, em que você fica próximo do campo. E essa cobertura é fabulosa, além de ser boa solução para as diferenças de clima. Estou impressionado com o projeto", comentou Valcke.

As obras da Arena da Baixada começaram apenas em outubro do ano passado, num terreno anexo ao estádio, que só foi fechado depois da temporada 2011. Nas primeiras etapas foram retiradas a cobertura e parte das cadeiras. Mas o atraso na obtenção de uma linha de financiamento do BNDES atrasou a reforma do estádio.

No começo de agosto, de acordo com o Atlético-PR, as obras estavam 45% concluídas, número que subiu a 52% ao fim de outubro e chega agora a 52,39%. Em março, oito meses atrás, os números do time paranaense apontavam 42%, um avanço de apenas 10 pontos percentuais desde então, portanto. E pelo atraso na definição do cronograma a Arena não está na Copa das Confederações.

Valcke, que está no Brasil para mais uma visita de acompanhamento das obras (foi a Maracanã na segunda e vai ao Itaquerão na quarta), fica no País para o sorteio da Copa das Confederações, que acontecerá sábado, em São Paulo, no Anhembi.

Em Curitiba, o secretário-geral da Fifa andou no Hibribus", um ônibus híbrido movido por dois motores, um que utiliza energia elétrica e outro, biodiesel, e destacou a necessidade de projetos de sustentabilidade para a Copa.

"Quando se organiza um evento como esse, a sustentabilidade é uma necessidade evidente. É preciso se preocupar com o mundo. Estamos investindo muito nas arenas e em mobilidade, então, é preciso pensar no impacto sobre o Brasil e sobre o resto do mundo. Queremos uma Copa verde. Esse é uma questão que consideramos desde a candidatura do país e também como legado", disse ele.

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