Valdivia comemora empate 'na raça' do Palmeiras

Assim como o colega Luxemburgo, treinador Caio Júnior reclama da arbitragem de Sálvio Spínola Fagundes

20 de julho de 2007 | 00h47

Na raça. Foi assim, segundo Valdivia, que o Palmeiras conseguiu arrancar o empate do Santos em 2 a 2, no último minuto, nesta quinta-feira, no Palestra Itália. "O Palmeiras tem raça, tem vontade, tem jogadores num bom momento. Tentamos de tudo. O empate foi merecido", disse o meia chileno, que foi titular pela primeira vez desde a disputa da Copa América da Venezuela. Foi o quinto jogo invicto do Palmeiras, mas o time caiu para sexto - está junto com outros quatro times com 19 pontos, mas perde nos critérios de desempate. "O importante foi que a gente não perdeu", disse o volante Pierre. "A gente não podia perder um jogo como esse na frente da nossa torcida, que veio aqui incentivar."O volante Martinez, autor do gol de empate - a bola ainda bateu em Rodrigo Souto antes de entrar -, também comemorou o resultado. "Não foi um gol lindo, mas o importante é que conseguimos o empate. O resultado foi justo. Não merecíamos perder."O técnico Caio Júnior e os jogadores do Palmeiras chiaram muito com a arbitragem. Reclamaram da violência dos santistas, da falta que originou o segundo gol do adversário e de um pênalti não marcado pelo árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho. O lance mais polêmico aconteceu no final da etapa inicial, quando o palmeirense Leandro e o santista Alessandro trombaram na lateral. Sálvio deu falta a favor do Santos. Na cobrança, gol de Pedrinho. "A falta era nossa e ele [Sálvio] deu para os caras!", protestou Nen.Na etapa final, mais reclamação. Aos 32 minutos, a bola bateu na mão do zagueiro Marcelo dentro da área. Sálvio viu o lance, mas entendeu que o toque foi não intencional. Por isso, não deu o pênalti.Caio Júnior ficou na bronca também com um grupo de torcedores que pegou no seu pé - a famosa Turma do Amendoim. Após o gol de empate, o técnico se virou para esses torcedores, gritou e gesticulou muito. O preparador físico Omar Feitosa e o goleiro reserva Bruno seguraram o treinador.

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