Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Valdivia conduz time experiente e com jogadores de Copa do Mundo

Agora adversário do Palmeiras, meia chileno lidera formação titular que tem a maioria dos atletas com mais de 30 anos

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2018 | 11h00

O adversário do Palmeiras nas quartas de final da Copa Libertadores, o Colo-Colo, aposta na experiência para se dar bem nesta quinta-feira, pela partida de ida do confronto, em Santiago. O meia Jorge Valdivia, ex-Palmeiras, lidera um time titular que tem sete jogadores com mais de 30 anos e cinco jogadores com Copa do Mundo no currículo.

Camisa dez e articulador do Colo-Colo, Valdivia disputou pelo Chile as Copas de 2010 e 2014, quando foi colega de seleção de dois companheiros de time. O meia Carlos Carmona e o atacante Esteban Paredes também integraram a equipe nacional nas duas competições. No Mundial de 2018, como o país não se classificou, o jogador ex-Palmeiras trabalhou como comentarista de televisão.

Outros dois possíveis titulares nesta quinta-feira também disputaram Copa do Mundo. O goleiro Agustín Orión integrou o grupo da Argentina vice-campeão mundial no Brasil, em 2014. O atacante Lucas Barrios, outro com passagem pelo Palmeiras, disputou a Copa de 2010, na África do Sul, pelo Paraguai.

Análise: Colo-Colo tem Valdivia como maestro

Raul Neira*

Depois de um começo cheio de dúvidas, o que inclui até mesmo a renúncia do ex-técnico Pablo Guede, Colo-Colo alcançou um nível inesperado na Copa Libertadores, porque faz 21 anos que não chegava entre os oito melhores do continente. Mas como foi possível mudar tanto em tão pouco tempo? O recesso durante a Copa do Mundo serviu para o campeão chileno recuperar energias e, depois, realizar uma pré temporada. Foi aí que jogadores importantes encontraram um novo ar.

Os grandes responsáveis pela campanha foram Julio Barroso, que recuperou protagonismo com o técnico Héctor Tapia, Estaban Paredes, grande artilheiro em torneios internacionais, Lucas Barrios, atacante que chegou para as oitavas de final e foi decisivo contra o Corinthians, mais Jorge Valdivia, que se recuperou de uma lesão.

É necessário ter um destaque especial para o Mago. Após superar problemas físicos, voltou a mostrar suas imensas qualidades de condutor e a equipe joga a seu capricho. Se Valdivia decide fazer pausas, Colo-Colo trabalha a bola lentamente e com rotação. Já se Valdivia prefere ser mais agudo, aparecem os velocistas Óscar Opazo ou Damián Pérez para quebrar linhas e cruzar para os atacantes. Barrios e Paredes são letais.

O único clube chileno a ganhar o torneio continental demonstrou seu espírito copeiro, sua tradição, e promete complicar a vida do Palmeiras, um dos grandes candidatos a levantar o troféu.

*Repórter do jornal chileno El Mercurio

 

 

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