Valdivia detona Felipão e ameaça deixar o Palmeiras

Depois de amargar uma temporada frustrante pelo Palmeiras no ano em que foi recontratado pelo clube, o meia Valdivia resolveu desabafar contra as críticas nesta segunda-feira. O jogador se mostrou revoltado com o tratamento que vem recebendo da diretoria do time, não poupou nem o técnico Luiz Felipe Scolari e ainda ameaçou deixar o Palestra Itália.

AE, Agência Estado

20 de dezembro de 2010 | 19h40

O jogador cobrou mais respeito a ele para seguir no clube no próximo ano. "Se o Palmeiras quiser o Valdivia em 2011 vai ter de me respeitar, desde janeiro. Senão a gente vai sentar e buscar uma solução. Esse ano joguei machucado e não era para ser assim", afirmou Valdivia, em entrevista à Rádio Eldorado/ESPN.

O chileno ainda revelou que foi pressionado a entrar em campo em algumas partidas, mesmo ainda em processo de recuperação de lesões musculares, que acabaram tirando o jogador da equipe na reta final da temporada. "Quando cheguei, a programação era de 15 a 25 dias. Eu fui obrigado a jogar antes de ficar pronto. Isso ninguém falou nada. Eu fiquei cinco jogos jogando machucado. Eu não conseguia jogar, mas fui lá porque eu gosto do Palmeiras, porque eu acho que sou importante para o Palmeiras. As pessoas investiram muito para me trazer de volta, mas joguei machucado. Quando as pessoas falam de mim, tentando me botar contra o torcedor palmeirense, isso eu não vou aguentar", avisou, para em seguida reclamar diretamente de Felipão.

"Ele precisava de mim, eu fui lá e joguei. Só que quando não deu pra jogar mais, começou a falar que não ia para o tratamento médico, que estava saindo... Não vou aguentar isso. Chega de aguentar as pessoas falarem mal de mim", desabafou Valdivia.

Wlademir Pescarmona, diretor de futebol do Palmeiras, também foi alvo das críticas do ídolo palmeirense, que acusou o dirigente de ter recuado quando questionado pelo próprio atleta sobre declarações polêmicas que poderiam prejudicar o jogador.

"Quando o Pescarmona falou que talvez meu problema era psicológico, eu fui lá e falei com ele. Ele disse ''não, eu nunca quis falar isso. Eu quis tirar sarro da imprensa''. Então quando a gente quer esclarecer, as pessoas nunca falam ''foi isso mesmo que falei''".

E Valdivia foi enfático ao dizer que só ficará no Palmeiras se passar a receber um tratamento diferente. "Se no seu local de trabalho as pessoas tentarem te complicar, é melhor dar um passo fora. É melhor cair fora. Se você está jogando, todo mundo te quer, todo mundo gosta de você. Mas aí machuquei, fui até romper (o músculo em lesão que sofreu), rompeu, passei a ser o vilão, o rebelde. Não é uma advertência, uma intimação, mas isso tem que mudar comigo. Eu não sou um jogador jovem que está chegando no Palmeiras. Eu tenho uma história. Se ela é curta, sem títulos, mas mesmo assim, a molecada gosta de mim. Eu voltei porque minha família gosta, eu gosto do clube. Eu tive propostas do São Paulo, do Cruzeiro, do Flamengo e recusei todas", revelou.

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