Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Valdivia diz não saber como está renovação com Palmeiras

Chileno diz esperar que situação se defina em pouco tempo

GLAUCO DE PIERRI, O Estado de S. Paulo

04 de abril de 2015 | 21h29

O retorno de Valdivia ao Palmeiras neste sábado foi marcado por muita expectativa. Desde cedo, torcedores que chegavam ao Allianz Parque comentavam sobre o retorno do meia chileno, que com a camisa alviverde conquistou o Campeonato Paulista de 2008, a Copa do Brasil de 2012 e o Campeonato Brasileiro da Série B de 2013.

Logo na chegada, Valdivia se mostrou solícito com torcedores, mas arredio com a imprensa. Depois de distribuir vários autógrafos, passou lentamente pela zona mista da arena palmeirense rumo aos vestiários. Parecia que ele toparia falar com os repórteres, mas com um largo sorriso no rosto, literalmente deu a volta e saiu de cena.

Valdivia subiu ao gramado e foi ovacionado pela torcida. Ao partir para o banco de reservas, acenou para os palmeirenses e sentou-se no banco - ele era o único que estava de tênis, em vez de chuteiras. Assim como todos os reservas, comemorou muito os gols de Dudu e de Robinho.

Na volta para o segundo tempo, Valdivia já voltou com suas chuteiras. No começo da segunda etapa, conversou com integrantes da comissão técnica, tomou um pouco de água e começou a se aquecer com os demais jogadores. Aos 19 minutos, o técnico Oswaldo de Oliveira chamou o jogador, conversou com ele por alguns minutos e o colocou no lugar do atacante Cristaldo.

Na primeira bola, conseguiu fazer um rápida tabela com Arouca. Pouco depois, voltou a fazer suas tradicionais jogadas - prendeu a bola, municiou os atacantes, driblou os defensores do Mogi Mirim até com certa facilidade. Quase fez um lindo gol por cobertura. Na saída do gramado, mais uma vez foi aplaudido.

VESTIÁRIOS
Após grande expectativa, Valdivia passou pela zona mista e resolveu falar com os jornalistas. Ele afirmou que não sabe em que pé que está sua renovação de contrato com o Palmeiras. "Meu pai é quem está cuidando disso. Como o Paulo Nobre (presidente) e o Alexandre Mattos (diretor de futebol) já falaram, se eu não ficar é por conta de desacordos financeiros. Temos que resolver salários e luvas na negociação, como foi com o Kardec e com o Wesley". Ele disse que o Palmeiras tem exemplos de negociações que demoraram e não deram certo, então espera que seja resolvido de uma forma um pouco mais rápida.

O chileno reiterou seu amor pelo clube. Ele disse que no ano passado tomou duas infiltrações para poder jogar a reta final do Brasileirão e ajudar o Palmeiras a permanecer na primeira divisão. Ele ainda disse que não sabe se Boca Juniors ou Cruzeiro entraram em contato com seu pai para uma possível contratação. "Quando você não tem nada definido cansa, mas estou tranquilo. O clube espera como me adapto a esse novo sistema, novo grupo, mas vai chegar uma hora que teremos que decidir".

"Eu me sinto à vontade no clube. Me sinto bem, sou o último cara de todos que passaram por aqui nos últimos anos que ainda está aqui. Nos últimos anos, sou o que mais conquistou títulos aqui. Pode ser poucos, mas eu estou aqui. Como falei, não peço titularidade, peço que eu seja considerado dentro do grupo. Espero continuar e alcançar o que todos querem, que é títulos", disse o chileno.

Em relação à postagem em uma rede social de que estaria no Rio e por isso poderia jogar em algum clube na cidade, disse que apenas estava em um café e "quem gosta do Rio é o Tirone (ex-presidente do clube que foi flagrado em novembro de 2012 na praia um dia após o rebaixamento do clube ter sido confirmado)".

Sobre contrato por produtividade, Valdivia reiterou que quer ficar, mas disse que precisa tomar cuidado. "Isso é perigoso porque se eu me machuco, tomo uma pancada no nariz, como é que fica? Precisa ver direito isso, precisa estudar".

No fim da concorrida e improvisada entrevista coletiva, Valdivia desejou uma feliz Páscoa a todos, especialmente às crianças. "Espero que as crianças palmeirenses tenham uma Páscoa mais doce pelo menos hoje (sábado) e amanhã (domingo)". E partiu para mais uma longa sessão de autógrafos com uma legião de palmeirenses que o esperavam pacientemente.

De carinho do torcedor, o chileno não pode reclamar - ele recebeu muito neste sábado no novo estádio palmeirense. Resta saber se apenas até agosto, quando termina seu atual contrato, ou mais tempo, se ele acertar a renovação.

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