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André Lessa/AE
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Valdivia fica no Palmeiras, mas admite relação delicada com a diretoria

Meia afirma que gosta do clube e confirma atrito com o Diretor de Futebol Wlademir Pescarmona

Agência Estado

07 de janeiro de 2011 | 16h27

Centro de uma polêmica que o colocou em rota de colisão com a diretoria do Palmeiras e Luiz Felipe Scolari, o meia Valdivia resolveu romper o silêncio nesta sexta-feira, em sua primeira entrevista coletiva no ano, na qual ele prometeu seguir no clube em 2011. Porém, ele deixou claro que não vive uma relação delicada com o técnico e o Diretor de Futebol do clube, Wlademir Pescarmona.

No final do ano passado, o jogador concedeu uma entrevista polêmica para a Rádio Eldorado/ESPN, na qual ele prometeu deixar o Palmeiras se não recebesse um tratamento melhor do clube em 2011. Ele ainda revelou que foi forçado a atuar no sacrifício, quando ainda não tinha se recuperado de uma lesão que atrapalhou o final de sua temporada, e criticou Pescarmona ao acusá-lo de dar declarações que prejudicavam os jogadores do elenco palmeirense.

Nesta sexta, porém, o chileno prometeu: "Voltei para ficar. Falei nas férias que a prioridade é o Palmeiras, é aqui que gosto e é aqui que vou ficar". Em seguida, o atleta esclareceu que o mais importante é ter o respaldo do principal dirigente do clube.

"Se tem uma pessoa que tem de falar comigo é o presidente [Luiz Gonzaga Belluzzo]. Ele acreditou na minha volta, e acho que o problema do Pescarmona ficou para trás porque já falei o que tinha de falar e é melhor não continuar falando. Temos de respeitar o clube, que é muito mais importante do que o Pescarmona e o Valdivia", enfatizou.

Já ao comentar sobre a relação que mantém com Felipão, Valdivia escancarou que ela poderia ser melhor do que é. "Meu relacionamento com o Felipe não é bom nem ruim. É normal, profissional. E isso é o de menos. O mais importante é o Palmeiras. Tem de pensar no bem do clube porque a gente passa e o clube fica", ressaltou.

Valdivia ainda reafirmou a sua chateação com o fato de ter recebido um documento para assinar no final do ano passado, segundo o qual ele se comprometeria a se cuidar durante as suas férias. "Tudo o que falei foi de coração, estava sentindo e não vou falar que estou arrependido. Quando disse, achei que era o momento certo. Se teve documento, foi só pra mim. Mas isso passou, falei no momento certo e, quando pedi respeito, foi profissional, e não porque ganhei muita coisa aqui, pois ainda não aconteceu. Pedi respeito profissional", repetiu.

Dúvida para estreia. Mesmo já curado da fibrose na coxa esquerda que o deixou de fora da reta final da temporada de 2010, Valdivia afirmou nesta sexta que ainda não sabe se poderá estar em campo no próximo dia 15, contra o Botafogo, no Pacaembu, na estreia do Palmeiras no Campeonato Paulista.

"Não sei se jogo. Fisicamente estou melhor, porém não vou dizer que estou 100% senão vocês [jornalistas] vão cobrar de mim. Se é para jogar, eu jogo. Senão, vou esperar", disse, sorrindo, na entrevista coletiva.

Valdivia também recuou no tom das críticas que respingaram no departamento médico do clube em dezembro, quando ele chegou a dizer que jogou machucado e "foi obrigado a jogar antes de ficar pronto". "A pessoa sempre quer jogar, mesmo no sacrifício. Eu me acho importante para o time e quero jogar, ajudar, no sacrifício ou não. Conheço os doutores há muito tempo e não acho que tenha grupo de médicos melhor. Nosso DM (departamento médico) é bom, espetacular, e a culpa não foi de ninguém, foi da bendita fibrose. O DM é excelente. Além de profissionais de qualidade, são pessoas ótimas", exaltou.

O meia ainda mostrou um discurso otimista ao projetar os objetivos para 2011, depois de uma temporada decepcionante para o torcedor palmeirense no ano passado. "Em 2010, foi só coisa feia para nós. A gente acredita que vai melhorar porque não pode ser tão ruim quanto em 2010. Conquistar o Paulista já será um ótimo começo", opinou.

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