Valdivia quer acrescentar 'drible da foca' a seu repertório

Famoso pela habilidade, meia chileno quer se juntar ao cruzeirense Kerlon para usá-lo em um jogo oficial

Juliano Costa, Jornal da Tarde

04 de outubro de 2007 | 20h13

O chileno Valdivia quer juntar o "drible da foca", do cruzeirense Kerlon, ao seu vasto repertório de jogadas de habilidade. O meia já tem ensaiado a firula nos treinos do Palmeiras e admitiu nesta quinta-feira que pode usá-la em jogo oficial. "Tudo é questão de momento. Se eu achar que dá pra fazer, posso fazer." Valdivia é daqueles que não vê o lance como uma provocação. "O Kerlon sempre fez em direção ao gol. Se é feito com respeito, não há problema nenhum." E achou uma grande besteira a celeuma em torno do lance de Kerlon com o lateral Coelho no jogo entre Cruzeiro e Atlético-MG, mês passado. "E como eu poderia condenar a atitude dele (Kerlon), se também vivo fazendo gracinhas em campo?" O chileno lembra que ele próprio inventou uma jogada no Palmeiras. "É o chute no vazio", batizou, sobre o lance em que engana a marcação com a simulação de um chute para o lado, antes de sair com a bola dominada para o outro canto. "Fiz umas gracinhas assim contra o Corinthians", lembrou ele, rindo. O "drible da foca" já tem sido ensaiado nos treinos. A primeira vez foi semana retrasada, durante um período de concentração em Jarinu, interior do estado. Valdivia equilibrou a bola na cabeça, partiu para cima do zagueiro David e só parou depois de levar um esbarrão. "Foi uma cotovelada", disse, rindo como sempre. "E das violentas." Valdivia sabe, porém, que é praticamente impossível reproduzir o drible no jogo de sábado, contra o Grêmio, no Palestra. "O time deles é alto, forte e bate bastante", afirmou o chileno, que jogou só 45 minutos no duelo do primeiro turno, que terminou empatado em 1 a 1, no Olímpico. Ele classifica como vitais os dois próximos jogos - depois do Grêmio, o Palmeiras pega o Santos, na Vila, no dia 13. Os dois são adversários diretos na briga pela Libertadores e estão à frente do Palmeiras na tabela. "Se ganharmos esses jogos, teremos mais moral", disse Valdivia. El Capitán O Mago agradeceu a confiança do técnico Caio Júnior, que lhe deu a faixa de capitão na vitória sobre o Náutico, por 2 a 1, quarta-feira. Valdivia já havia sido capitão do Colo-Colo e da seleção chilena, durante a Copa América, mas só ganhou a tarja no Verdão por causa das lesões de Edmundo (fratura na perna) e Martinez (fratura no nariz). "Fiquei feliz pela confiança do Caio e espero continuar sendo o capitão", disse Valdivia, antes de brincar novamente: "Tomara que o Martinez nem volte mais." Caio Júnior nomeou Valdivia como capitão para que ele tome juízo. O Mago já levou nove cartões amarelos no Brasileiro, a maioria por reclamação. Até o vice-presidente Gilberto Cipullo e o gerente Toninho Cecílio o repreenderam por esse motivo. O meia admitiu que tem tentado controlar o nervosismo. Já a comunicação não é problema - Valdivia já fala bem o português. "E contra o Náutico, o juiz foi o (Carlos) Simon, que fala bem o espanhol", lembrou. "Nem deu para xingar." O maior aperto foi na preleção. Normalmente, cabe ao capitão puxar a oração do Pai Nosso antes do jogo. Percebendo a dificuldade do Mago com o português, o atacante Rodrigão o ajudou e começou a oração, sendo seguido pelos outros.

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