Valdivia vira um problema no Palmeiras para 2013

Chileno se recupera de lesão no joelho e poucos no clube ainda acreditam que ele ajude a equipe nesta temporada

DANIEL BATISTA , O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2012 | 09h16

SÃO PAULO - Enquanto os jogadores correm e suam para evitar uma queda para a Série B do Campeonato Brasileiro que parece certa, Valdivia passa seus dias na academia fazendo tratamento sem previsão de volta aos gramados - ele nem sequer acompanha o time nos jogos. Essa é a rotina do chileno, que tem tudo para ser o primeiro grande problema do clube na próxima temporada.

As sucessivas lesões e o comportamento extracampo fazem com que poucas pessoas ainda apostem nele dentro do Palmeiras. E acreditam que tudo isso vai afastar interessados em contratá-lo, ainda mais agora com a lesão que sofreu no joelho esquerdo - sempre fica a dúvida de como o atleta vai voltar.

O assunto Valdivia é espinhoso nas bastidores do clube. O presidente Arnaldo Tirone prefere falar que acredita em sua recuperação. "Ele tem de voltar a jogar, não existe mais time interessado nele. Então o jogador precisa se recuperar para depois ver o que vai fazer da vida", disse o dirigente ao Estado.

Os médicos do Palmeiras evitam falar do chileno. Se limitam a dizer que ele se recupera de uma lesão no ligamento colateral medial do joelho esquerdo e chegou-se a cogitar que poderia voltar a atuar ainda nesta temporada. Único que fala sem pudor do meia é Osório Furlan Júnior, empresário que ajudou a trazê-lo e é dono de 36% dos direitos econômicos do atleta (10% são do Valdivia e 54% pertencem ao Palmeiras).

"Ele não é confiável em nada. Me arrependo muito do investimento que eu fiz nele. Você acha que ele vai se expor neste momento? O cara recebe em dia e ninguém o culpa pela situação. Acha mesmo que ele vai se esforçar para voltar a jogar esse ano? Eu dou a compra do Valdivia como fundo perdido", ironizou o empresário e conselheiro do Palmeiras.

Valdivia disputou 16 jogos em 35 rodadas no Brasileiro, não fez nenhum gol e deu apenas uma assistência. Seu melhor momento no ano foi nos jogos contra Atlético-PR, Grêmio e Coritiba, pela Copa do Brasil. Em agosto, recebeu proposta do Al-Sadd, do Catar, e o negócio só não foi concretizado porque Furlan não aceitou abrir mão dos seus 36%. O Palmeiras queria lhe oferecer 800 mil, embora por contrato o empresário deveria ficar com 1, 4 milhão.

Nova motivação. Uma notícia envolvendo a seleção chilena pode ser boa para o Palmeiras. O técnico Claudio Borghi, que afastou Valdivia da seleção por indisciplina, foi demitido na terça-feira. Sem Borghi por perto, o meia tem esperança de voltar a defender a seleção de seu país e ainda se motivar para fazer as magias em campo. Por enquanto, Valdivia continua como um grande ponto de interrogação no clube.

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