Vale até baile para arrumar dinheiro

Esqueça a realidade de salários milionários, CTs luxuosos e contratações de impacto. A Série B (ou a quarta divisão) paulista é completamente diferente. São clubes decadentes, que brigam para não desaparecer, ou times estreantes que sonham em chegar às principais divisões do futebol do Estado.A média dos salários dos jogadores não passa dos R$ 600 mensais. Nos campos esburacados, jovens atletas (pelo regulamento, até 23 anos de idade) sonham com o estrelato.Sem dinheiro, a solução dos clubes é apelar para a ajuda de empresários, que fornecem jogadores a custo zero, ou parcerias com outros clubes (o América, de Rio Preto, emprestou jogadores que não são utilizados pelo seu time principal ao Tanabi), ou revelar jovens talentos, como faz o Campinas, do ex-jogador Careca.Há saídas mais criativas, como o Capivariano, que promoveu dois eventos beneficentes para angariar fundos. O próximo será um jantar-dançante no dia 15. O Assisense lançou o cartão torcedor, que custa R$ 10 e dá direito a entrar em todos os jogos do time em casa.É uma divisão onde há forte identidade com a cidade. No Tanabi, o prefeito José Francisco de Mattos Neto é o presidente do conselho do clube. O Força e o São Bernardo têm ?padrinhos? como Paulinho, da Força Sindical e o deputado federal Edinho Montemor (PL), respectivamente.

Agencia Estado,

07 de abril de 2005 | 09h25

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