Valência obtém empréstimo de U$106 mi e pode vender estrelas

O Valência fez um empréstimo de 74 milhões de euros (cerca de 106 milhões de dólares) que planeja usar para adquirir 72,5 por cento de suas próprias ações em uma tentativa de estabilizar o clube carente de fundos, disse o presidente Manuel Llorente neste domingo.

REUTERS

23 de agosto de 2009 | 15h36

O banco local Bancaja concordou em emprestar o dinheiro à fundação beneficente do clube, e o governo regional, conhecido como Generalitat, garantiu o empréstimo, informou o clube em seu site oficial (www.valenciacf.com).

A fundação planeja comprar o restante de 1,53 milhão de ações disponíveis em um aumento de capital, com o qual já levantou cerca de 18,75 milhões de euros, acrescentou o site.

"A partir deste momento começa uma nova era de estabilidade, e os jogadores podem se concentrar inteiramente no futebol", disse Llorente. "Solucionamos uma situação muito difícil e preocupante."

A fundação do Valência disse em um comunicado que planeja disponibilizar ações àqueles que não puderam participar da fase inicial de aumento de capital.

"Finalmente o clube está sendo devolvido aos torcedores do Valência", disse Llorente.

O time terminou a última temporada em sexto lugar e se classificou para a potencialmente lucrativa Liga da Europa. Mas suas preocupações financeiras forçaram uma interrupção na construção do novo estádio, e autoridades disseram que podem ter que vender talentos como David Villa e David Silva, também atuantes na seleção espanhola.

As dívidas do clube, de cerca de 500 milhões de euros, rivalizam com as de Real Madrid e Barcelona, mas o Valência carece do grande poder de arrecadação dos dois gigantes da primeira divisão.

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