NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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'Vamos correr atrás de novas receitas', diz Roberto de Andrade

Candidato admite que a situação financeira do Corinthians não é boa, mas mesmo assim mostra otimismo

Entrevista com

Roberto de Andrade

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2015 | 01h31

Por que o senhor quer ser presidente do Corinthians?

Primeiro porque sou um corintiano apaixonado pelo Corinthians e reúno todas as condições para isso pela experiência que adquiri na gestão do nosso grupo, que começou em 2007. Quando fui diretor administrativo, passei a conhecer o clube de perto. Em 2009, fui o primeiro vice-presidente do Andres Sanchez e estive do lado dele em todas as negociações. No final de 2010 fui para o futebol, onde fiquei até o início de 2014. Conheço bem o clube e estou apto para tal responsabilidade.


Qual será a sua prioridade?

Na verdade temos algumas prioridades e não uma só, como o centro de treinamento da base. É um compromisso da nossa gestão terminar a obra. Já demos início aos campos, falta ainda a construção da parte física dos prédios. Outra prioridade é fazer o marketing trazer receita ao clube, não esquecendo de toda a parte social porque é um compromisso meu com os sócios tornar o clube cada vez melhor em serviços e condições físicas para os usuários.

O Corinthians acabou de ganhar mais um título da Copa São Paulo só que aproveita muito pouco os jogadores da base. Como o senhor pretende mudar isso?

O Corinthians sempre teve times fortes na base e não há uma receita pronta para isso. Se você for fazer uma comparação com outros clubes, aqueles que promovem atletas da base para o profissional com uma frequência maior não fazem isso por opção, mas sim por necessidade financeira. Por opção, você sempre sobe um ou dois jogadores, que é a maneira mais correta e é isso que está acontecendo no Corinthians. Não dá para colocar de uma vez só um lote grande de jogadores no time profissional.


O Corinthians não enfrenta uma situação financeira das melhores. O clube deve, por exemplo, direitos de imagens para alguns jogadores. É possível equilibrar as contas do clube?

Sim, é possível. Só lembrando que o Corinthians nunca teve salários atrasados nos sete anos em que estamos na administração. O que está acontecendo agora é atraso no pagamento de direito de imagem de três atletas. Sabemos que 2015 será um ano muito difícil. A situação financeira não é boa para ninguém, inclusive a nossa. Vamos enxugar despesas e correr atrás de novas receitas, não tem segredo.

A partir de julho começam a vencer as prestações do financiamento da obra da arena em Itaquera. Será possível pagar esses custos apenas com as receitas geradas pelo estádio ou o dinheiro do caixa do clube também terá de ser usado?

São duas coisas distintas, o clube e a arena. Toda a arrecadação, desde o dia em que abrimos a arena depois da Copa, já está sendo colocada em uma conta. Já temos um valor considerável, e o único fim desse dinheiro é saldar os compromissos bancários assumidos durante a obra. Não temos problema em relação a isso e estamos bem tranquilos. Agora vamos começar a comercializar os espaços dos camarotes, cadeiras cativas e isso vai aumentar ainda mais a receita. A arena se mantém por si só.

Como o senhor pretende atender aos pedidos de luvas e salários do Guerrero para renovar o contrato em um cenário financeiro desfavorável ao clube?

É um momento delicado, por isso a dificuldade aumenta, mas vamos lembrar que o Corinthians deseja que o Guerrero fique e o jogador também já disse que pretende continuar no clube. Por isso estamos muito otimistas. Temos de fazer um plano de pagamento que caiba no bolso do clube e não seja nada fora do normal.

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