Vampeta na torcida pelos 'lambaris' e pelo São Paulo

Volante diz que só não veste a camisa dos arqui-rivais neste fim de semana, para ajudar o Corinthians

25 de outubro de 2007 | 13h10

O volante Vampeta reconhece que toda ajuda será bem-vinda para o Corinthians escapar do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Se ela tiver de vir dos arqui-rivais São Paulo e Santos não tem problema. Ele diz até que torcerá por ambos na rodada deste fim de semana, quando os dois enfrentarão Sport e Goiás, respectivamente, adversários diretos na briga.  Veja também: Vote: o Corinthians vai cair para a Série B? Após treino, Vampeta se envolve em acidente de trânsito"Para ajudar o Corinthians? Só não vou vestir camisa do São Paulo, mas seria bom eles conseguirem tirar pontos. Se fizermos nossa parte e o Sport não somar pontos, é mais clube que fica ali perto. Quanto mais gente no bolo, melhor, não ficaria só fumaça do lado de cá... Agora, se tiver de torcer para um rival, vou torcer para os lambaris [Santos]. Não custa dar uma secada nos caras", diz o volante, rindo.Para o jogo contra o Figueirense, no domingo, Vampeta deve ficar mais uma vez no banco de reservas e ele diz que não tem problema. Mas gostaria mesmo é de estar em campo. "É opção do treinador. Nunca forcei a barra, nunca fui de criar confusão, tumulto, respeito os colegas de profissão e o treinador. Minha vontade sempre é jogar, se precisar no domingo estarei pronto".A situação seria diferente para Vampeta se fosse ele técnico e jogador, como Romário, neste momento no Vasco. "Pode ter certeza que eu não ia sair do time nem a pau [risos]. Mas ser treinador depois de parar de jogar, não. Joguei 20 anos, não quero mais esquentar a cabeça desse jeito. Ser diretor de Futebol, talvez."Ajuda divinaSobre o apoio de religiosos - como Robério de Ogum, que estaria realizando um 'trabalho' para evitar a queda do time, Vampeta reforça que o time tem é de se preocupar em jogar e ganhar. "Cada um tem sua religião, corintiano tem de tudo. Todo mundo tá rezando e fazendo seu trabalho para ajudar o time a sair dessa. Se tudo isso, ler o Alcorão, a Bíblia, fazer despacho, funcionasse, a gente nem precisava entrar em campo. Não tem jeito, vamos ter de jogar e ganhar". O único momento em que o jogador muda a fisionomia e passa a falar sério é sobre o comprometimento do time para fugir do rebaixamento. "Isso é uma coisa individual, é difícil falar. Eu tenho uma preocupação muito maior pela história que tenho aqui. Nenhum jogador é vagabundo e malandro, cada um deve ter seu sofrimento por dentro, tem de ser forte. Se o Corinthians sair dessa, vai ser uma comemoração maior até do que ser campeão", completa.

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