Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

'Vaquinha' de empresários e ajuda do cunhado deixam Maicon perto de time amazonense

Prestes a completar 39 anos, lateral negocia com o Fast para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2020 | 05h00

O Fast Clube, de Manaus, conta com um grupo de aliados para conseguir fechar uma das contratações mais badaladas da temporada que marca os 90 anos do clube da Amazonia. O time da Série D do Campeonato Brasileiro, a quarta divisão, espera definir até sexta-feira a contratação do lateral-direito Maicon. Com a experiência de ter disputado duas Copas do Mundo pela seleção brasileira, em 2010 e 2014, e jogado na Europa, o jogador está prestes a completar 39 anos e se recusa a parar de atuar.

Depois de passar pelo Cruzeiro, defender a seleção brasileira e se tornar vitorioso pela de Inter de Milão, da Itália, Maicon pode parar no futebol amazonense graças a uma relação familiar. Segundo o presidente do Fast Clube, Dênis Albuquerque, o time aguarda uma resposta do jogador até sexta-feira e está otimista que vai conseguir oferecer as condições pedidas pelo atleta.

"Começamos a conversar com o Maicon porque a irmã dele é casada com o nosso artilheiro, o Luizão. O Maicon já conhece a cidade, é um jogador com muito currículo e prestígio. Seria uma contratação de grande impacto para o nosso clube", disse o dirigente ao Estadão. O principal obstáculo a ser superado é a questão financeira. As negociações são tratadas diretamente com Maicon e seu empresário. O Fast não divulga valores, mas não quer que o lateral receba um salário muito acima dos demais colegas de elenco.

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Dênis Albuquerque, Presidente da Fast

A questão financeira, no entanto, não ficará sob responsabilidade do clube. A ideia é contar com a contribuição externa, de parceiros da cidade dispostos a ajudar. "Nós já temos uns três empresários que aceitam pagar o salário do Maicon durante a competição. Por isso, reforço que nem será o Fast que vai bancar o pagamento dele. Eu sei que a torcida está ansiosa com essa negociação. Vamos aguardar e torcer para que dê certo", afirmou o dirigente. "O Maicon é um jogador com a carreira consolidada e com a vida financeira resolvida. Por isso, acho que o dinheiro não é o que mais pesa", completa.

Com Maicon no elenco e um time bem treinado, o Fast acredita que pode atrair mais torcedores nos jogos, quando for possível, claro, e fazer uma boa competição, de modo a garantir acesso à Série C do Brasileiro, com mais recursos e verbas. 

CARREIRA

Maicon teve como último clube o Criciúma, onde iniciou sua carreira. A última partida oficial disputada pelo jogador foi em setembro do ano passado, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. A passagem pelo futebol catarinense contou anteriormente com um período no Avaí. Nas duas equipes, o lateral teve seguidos problemas de lesões e pouco atuou com regularidade.

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O Maicon tem experiência, é reconhecido. Queremos fazer várias ações de marketing para conseguir vender camisas
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Dênis Albuquerque, Presidente do Fast

A última vez em que teve uma boa sequência de partidas foi em 2016, ainda pela Roma, da Itália. Maicon despontou para o futebol no Cruzeiro, no início dos anos 2000, e viveu o auge da sua vida profissional há dez anos, em 2010, quando ganhou a Liga dos Campeões pela Inter de Milão e ainda foi titular da seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010 - naquela ocasião, o Brasil perdeu para a Holanda e voltou para casa. O jogador ainda chegou a marcar um gol no torneio, diante da Coreia do Norte.

Para o presidente do Fast, mesmo com quase 39 anos o lateral seria um reforço de peso. "O Maicon tem experiência, é reconhecido. Queremos fazer várias ações de marketing para conseguir vender camisas e conseguir com o nome dele, mexer com o nosso torcedor. Acho que ele pode contribuir muito para o nosso time", afirmou. O Estadão não conseguiu falar com o jogador.

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