Nelson Almeida/AFP
Nelson Almeida/AFP

VAR anula sete gols na Copa América e faz quartas terem recorde negativo

Estreante no torneio, árbitro de vídeo também já confirmou dois gols; história dos finalistas poderia ser outra

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2019 | 13h13

Pela primeira vez, o árbitro de vídeo tem sido utilizado numa Copa América. Nos 22 jogos disputados até agora, o VAR atuou em diversos lances: sete gols anulados, dois gols confirmados, quatro pênaltis marcados, três pênaltis revistos, duas expulsões e sete cartões amarelos. O VAR mostrou-se atuante em quase todas as partidas.

O árbitro de vídeo foi decisivo principalmente na fase de quartas de final, o primeiro mata-mata da competição sul-americana. O Chile teve dois gols anulados após consulta no vídeo, mas passou pela Colômbia na disputa dos pênaltis. Poderia ter ficado pelo caminho. O Uruguai, por sua vez, teve três gols feitos e todos cancelados no tempo regulamentar (já haviam sido invalidados pela própria arbitragem de campo). Desta forma, foi derrotado pelo Peru nos pênaltis. Nâo fosse o VAR, o Uruguai, de Suárez e Cavani, estaria classificado para a semifinal. O Peru estaria ausente.

As mudanças de posição dos árbitros de campo depois daquele característico gesto com as maõs foram todas corretas, mas fizeram a disputa das quartas de final ter o menor número de gols na história da campetição. Foram marcados apenas dois gols: na vitória da Argentina sobre a Venezuela. Nos outros três jogos, inclusive do Brasil, as equipes não balançaram as redes. Nas partidas da semifinal, que começa nesta terça-feira entre Brasil e Argentina, antes dos pênaltis, os times terão de jogar uma prorrogação. Está no regulamento. 

Relembre abaixo as atuações do VAR nesta Copa América:

Brasil 3 x 0 Bolívia: na abertura da competição, o VAR atuou em dois lances. Um deles ao não expulsar Saucedo após falta em Casemiro. Marcou também pênalti para a seleção brasileira por causa do toque de mão de Jusino.

Venezuela 0 x 0 Peru: o VAR invalidou o gol marcado pelo peruano Christofer Gonzáles, que estava em posição de impedimento.

Paraguai 2 x 2 Catar: também contou com dois lances revisados pelo VAR. A seleção do Catar pediu pênalti em Tarek Salman, que acabou levando o cartão amarelo por simulação. Depois, o gol do paraguaio Cardozo foi anulado porque Delis González estava impedido no começo da jogada.

Uruguai 4 x 0 Equador: após subir com o braço aberto e acertar Lodeiro, o equatoriano Quintero viu seu cartão amarelo mudar para vermelho após consulta no VAR. Além disso, o gol contra de Mina foi validado depois de ter sido marcado impedimento incorretamente.

Bolívia 1 x 3 Peru: a bola pegou na mão de Zambrano e o juiz marcou pênalti. Ele deu cartão amarelo para o jogador peruano.

Brasil 0 x 0 Venezuela: a seleção brasileira teve dois gols corretamente anulados pelo VAR. Gabriel Jesus marcou, mas Firmino estava em impedimento na origem do lance. Depois, foi a vez de Philippe Coutinho balançar a rede, mas novamente Firmino estava impedido e acabou tocando na bola antes de ela entrar no gol.

Colômbia 1 x 0 Catar: após toque de mão, Hatem recebeu amarelo e o juiz marcou pênalti para a Colômbia. A jogada foi revista, o pênalti foi invalidado e o amarelo anulado.

Argentina 1 x 1 Paraguai: também por toque de mão, o paraguaio Iván Piris recebeu amarelo e o árbitro marcou pênalti para a Argentina.

Uruguai 2 x 2 Japão: em um lance bastante polêmico, o árbitro marcou pênalti em Cavani e ainda deu amarelo para Ueda.

Equador 1 x 2 Chile: em mais um lance polêmico, o árbitro analisou o possível cartão vermelho para Arias por falta em Ibarra, mas o goleiro chileno recebeu apenas o amarelo.

Colômbia 1 x 0 Paraguai: o colombiano Luis Díaz teve um gol invalidado por toque de mão e depois pênalti anulado.

Equador 1 x 1 Japão: o gol de Nakajima havia sido anulado por impedimento na origem da jogada, mas foi validado após revisão das imagens. Não fosse dessa forma, o Brasil não teria enfrentado o Paraguai.

Brasil 0 x 0 Paraguai (quartas de final): o árbitro tinha dado pênalti para o Brasil e cartão amarelo para Balbuena, mas depois ele marcou falta e expulsou o zagueiro paraguaio. O choque havia acontecido realmente fora da área. O VAR ainda atuou em outro lance daquele jogo, ao analisar possível expulsão de Arthur, que recebeu o amarelo por deixar o braço em Derlis.

Colômbia 0 x 0 Chile (quartas de final): a seleção chilena teve dois gols anulados corretamente. No primeiro lance, Sánchez estava impedido na origem da jogada. No segundo, a bola tocou na mão de Maripán antes de Vidal mandar para o fundo da rede.

 

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