Fotocom/Divulgação
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Vasco é derrotado pelo Nova Iguaçu no Campeonato Carioca e entra em crise

Sem pontos no Grupo A, o time já vê a classificação ficar complicada na Taça Guanabara

LEONARDO MAIA, Agência Estado

23 de janeiro de 2011 | 19h31

RIO - Dois jogos e duas derrotas e o Vasco já se encontra em crise. O ano de 2011 não começou nada bem para quem entrava na temporada pressionado em busca de um título que não conquista há sete anos. Neste domingo, em Volta Redonda, com uma atuação terrível no primeiro tempo, o time cruzmaltino, com um homem a mais, foi derrotado por 3 a 2 pelo Nova Iguaçu, que disputa apenas a sua terceira edição na elite do Campeonato Carioca.

Com zero ponto no Grupo A, o Vasco já vê a classificação para as semifinais da Taça Guanabara ficar complicada. Está seis pontos atrás do líder Flamengo. O Nova Iguaçu é o segundo, com quatro. Há 27 anos o Vasco não sofria duas derrotas nas duas primeiras rodadas do Carioca. A última vez foi em 1984. "Tivemos uma atuação desastrosa no primeiro tempo. No segundo, houve superação. Agora é tentar melhorar para mudar isso", lamentou o técnico Paulo César Gusmão.

Certamente quando entraram em campo, os vascaínos contavam com um gol cedo para controlar os nervos e ganhar o apoio da arquibancada. O que se deu foi o inverso. Quem marcou o prematuro gol foi o Nova Iguaçu, logo a três minutos de jogo. Em cobrança de escanteio ensaiada, o zagueirão Alex Moraes se livrou da marcação e fez bonito gol como se atacante fosse.

Pouco ajudou a ansiedade cruzmaltina. Além de não criar nada ofensivamente, a equipe demonstrava grande deficiência defensiva, que seria explorada novamente pela direita, com o ligeiro Mossoró. O meia cruzou, aos 18 minutos, e encontrou Maycon livre na pequena área: 2 a 0. Parte do fracasso da primeira etapa podia ser explicado pela ausência da zaga titular, Dedé e Anderson Martins, e também pela juventude da frágil dupla de volantes: Rômulo e Allan.

Na parada técnica, PC Gusmão tentou reagrupar o time, mas até ele exibia semblante atônito. Mas a expulsão de Paulo Henrique aos 37 minutos, por cotovelada em Ramon, seria o combustível a reavivar a chama vascaína.

Foram 14 minutos até o empate na segunda etapa. Aos sete, em cobrança de falta inexistente, Felipe alçou para Cesinha ajeitar e Rômulo completar com força, diminuindo. Aos 12, Alex Moraes atropelou Carlos Alberto na área. Marcel cobrou bem e marcou seu primeiro gol com a camisa cruzmaltina.

Faltavam 30 minutos para a virada, mas Carlos Alberto saiu por contusão. Caberia a Felipe usar a sua experiência pela levar o time à vitória. Mas foi dele o erro bisonho que decretou a derrota. Na saída de bola, deu nos pés de Wiliam, que entrara no segundo tempo. Depois de troca de passes, o atacante entrou livre pela esquerda, cortou Cesinha e tocou por baixo de Fernando Prass.

NOVA IGUAÇU - 3 - Diogo Silva; Paulo Henrique, Leonardo, Alex Moraes e Cortês; Amaral, Marcos Vinícius, Uallace (Wiliam), Mossoró (Naylhor) e Alex Faria (Luan); Maycon. Técnico: Josué Teixeira.

VASCO - 2 - Fernando Prass; Fágner, Cesinha, Fernando e Ramon; Allan (Jéferson), Rômulo, Felipe e Carlos Alberto (Enrico); Eder Luís e Marcel. Técnico: Paulo César Gusmão.

Gols - Alex Moraes, aos 3, e Maycon, aos 18 minutos do primeiro tempo; Rômulo, aos 7, Marcel (pênalti), aos 14, e Wiliam, aos 33 minutos do segundo tempo; Cartões amarelos - Alex Moraes (Nova Iguaçu); Rômulo, Allan, Fagner e Fernando (Vasco); Cartão vermelho - Paulo Henrique (Nova Iguaçu); Árbitro - Rodrigo Nunes de Sá; Renda - R$ 390.530,00; Público - 2.612 pagantes; Local - Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ).

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