Vasco e Luxemburgo na pauta da CPI

A CPI do Futebol, que funciona no Senado Federal, tem atividades na próxima semana que visam a aprofundar as investigações em torno das irregularidades administrativas do Vasco da Gama (RJ); dos negócios do técnico Wanderley Luxemburgo e da conexão entre o narcotráfico e a lavagem de dinheiro no futebol brasileiro. Na terça-feira (20), a comissão vai ouvir o contador do Vasco, Vanderlei Guilherme Doring; o ex- juiz de futebol José Carlos Santiago de Andrade, um dos sócios da Luxemburgo Empreendimentos Imobiliários, acusado de haver assinado declarações de renda do ex-técnico da seleção brasileira e o deputado federal Robson Tuma (PFL-SP), sub-relator da CPI do Narcotráfico, na Câmara dos Deputados.Segundo o relator da CPI, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), "o depoimento do contador do Vasco servirá para que a comissão obtenha mais informações sobre o contrato do clube com o Bank of America". Desse contrato, ou dessa parceria, como dizem os dirigentes vascaínos, surgiu a empresa Vasco Licenciamentos S/A (Vascolic), detentora dos direitos de comercialização da marca Vasco da Gama. A CPI também quer investigar denúncias de irregularidades com depósitos da Vascolic no Liberal Bank, das Bahamas, de quantias superiores a US$ 12 milhões por ordem do atual presidente do clube, deputado federal Eurico Miranda (PPB-RJ). Outra denúncia ainda sem solução é o depósito no valor de R$ 2,03 milhões que a Vascolic efetuou na conta pessoal do funcionário do Vasco, José Aremithas de Lima que, de acordo com o ex-presidente do clube, Antonio Soares Calçada, "o pagamento foi realizado para que Aremithas comprasse alimento para os jogadores amadores, quando as contas do Vasco estavam bloqueadas".Já o depoimento de José Carlos Santiago de Andrade "poderá esclarecer denúncias de crimes contra o sistema financeiro" que teriam sido cometidos por Wanderley Luxemburgo, disse o senador Althoff.Ao deputado Robson Tuma a CPI quer explicações sobre a prática de lavagem de dinheiro "já que o deputado foi integrante da CPI do Narcotráfico", lembrou o relator, senador Geraldo Althoff.

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