Vasco ganha clássico por 2 a 1 e afunda o Botafogo

Vitória interrompe seqüência negativa de quatro derrotas do time cruzmaltino no Brasileirão

Leonardo Maia, Agência Estado

14 de outubro de 2007 | 18h51

Vasco e Botafogo, antes freqüentadores do grupo de elite do torneio e agora amargando crises severas, fizeram neste domingo um jogo brigado, nervoso, com duas expulsões e 10 cartões amarelos. O resultado: vitória por 2 a 1 para o Vasco, que interrompe uma série de quatro derrotas e sobe para a sétima posição, com 43 pontos. Veja também: Classificação Últimos resultados / Próximos jogosO Botafogo, por outro lado, conta cinco tropeços seguidos e continua a descer a ladeira. Agora é o 11.º, com 42 pontos, quatro a mais que o Corinthians, o primeiro da zona de rebaixamento. Contando apenas o returno, o Botafogo é o penúltimo colocado, à frente apenas do já rebaixado América-RN.O triunfo também anima os cruzmaltinos para um duelo capital contra o arquiinimigo Flamengo, na quinta-feira, em jogo adiado da sétima rodada. Com mesmo número de pontos, quem vencer poderá lutar pela Libertadores. Já ao Botafogo, que receberá o Sport domingo, no mesmo Maracanã, resta agarrar-se à classificação para a Copa Sul-Americana.Mal o apito inicial havia soado, o Vasco foi com tudo para cima do Botafogo e levou perigo ao gol de Júlio César com menos de um minuto. Os vascaínos não demonstravam o cansaço da viagem ao México, no meio de semana. Talvez a estratégia fosse justamente decidir a partida de imediato. Se foi o caso, o plano começou bem. Aos oito minutos, Marcelinho, um dos que tentam se firmar no ataque vascaíno, fez bela tabela com Perdigão e invadiu a área sem marcação. Ele serviu Leandro Amaral que abriu o marcador.Além disso, a sorte mostrava ter se divorciado do Botafogo. No primeiro avanço organizado do time, aos 23 minutos, Zé Roberto foi à linha de fundo pela direita, tocou para Jorge Henrique, que ajeitou para a finalização de Lúcio Flávio. A bola tocou nas duas traves e voltou para o mesmo Lúcio Flávio, que finalizou rente à baliza. O lance acordou a equipe, que a partir de então ameaçou um pouco mais. Mas o jogo continuava truncado, com muitos erros de passes e o Vasco fazendo falta atrás de falta.  VASCO 2 Sílvio Luiz; Vílson (Andrade), Jorge Luiz e Júlio Santos; Wagner Diniz, Amaral       , Perdigão    , Conca (Enílton    ) e Eduardo     (Guilherme    ); Leandro Amaral e Marcelinho    Técnico: Celso Roth  BOTAFOGO 1 Julio César; Renato Silva, Alex     e Luciano Almeida     (Thiago Marin    ); Joílson    , Leandro Guerreiro, Coutinho     (Alessandro), Lúcio Flávio e Jorge Henrique (Reinaldo); Zé Roberto e Dodô Técnico: Cuca Gols: Leandro Amaral aos 8 minutos do primeiro tempo; Reinaldo aos 29 e Jorge Luiz aos 41 do segundo tempoÁrbitro: Heber Roberto Lopes (PR)Renda: R$ 254.531,00 Público: 17.406 pagantesEstádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)A urgência de vencer fez o Botafogo voltar mais determinado no segundo tempo. O Vasco cedia campo e era dominado, mas levava muito perigo nos contra-ataques, explorando a rapidez de Marcelinho, Wagner Diniz e Leandro Amaral. O jogo seguia um festival de equívocos. Pelo lado botafoguense, Lúcio Flávio era o único a produzir algo decente. Aos 18 minutos, mais uma vez a trave se interpôs no caminho do Botafogo. Zé Roberto recebeu pela esquerda, limpou a zaga e chutou forte à queima-roupa, mas lá estava a trave para salvar o Vasco. Aos 29, porém, nem os postes nem Sílvio Luiz conseguiram evitar o empate. Na saída de bola errada do adversário, Dodô puxou o contragolpe e assistiu Reinaldo, que chutou rasteiro, por baixo do goleiro cruzmaltino.Mesmo de forma desordenada, o Botafogo lutava pela vitória, enquanto o Vasco segurava o jogo com faltas. Foram mais de 40 e o resultado foi a expulsão de Amaral, aos 38 minutos. Foi aí que a sorte voltou a torturar os botafoguenses. Três minutos depois, Jorge Luiz, aproveitando cobrança de falta, acertou uma cabeçada mágica, no ângulo de Júlio César. Antes do fim, Enílton também seria excluído por ir nas pernas de Joílson. Mas não havia mais tempo. Fica repetitivo, mas não há como não concordar com os torcedores alvinegros: há coisas que só acontecem com o Botafogo.

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