Vasco lamenta vender Dedé, mas comemora pagar dívida

Diretoria pretende usar os R$ 14 milhões da negociação para quitar salários atrasados

AE, Agência Estado

18 de abril de 2013 | 20h19

O ídolo da torcida vascaína se foi. Mais um, depois da saída de Juninho Pernambucano, no fim do ano passado. Agora, resta ao Vasco buscar um novo zagueiro e usar os R$ 14 milhões da venda dos direitos de Dedé para o Cruzeiro no pagamento de "dívidas imediatas", como os salários dos jogadores, atrasados há quase três meses. Na despedida, nesta quinta, o "Mito" chorou e contou que se sentiu pressionado a aceitar a proposta cruzeirense e deixar São Januário.

O diretor executivo do Vasco, René Simões, não negou o que disse Dedé. Segundo ele, o prazo era curto. O Cruzeiro fez a proposta e deu 72 horas ao Vasco. "Tínhamos que tomar uma decisão. E a nossa também foi doída. Não é fácil para ninguém vender o maior ídolo", disse Simões.

O diretor geral, Cristiano Koehler, explicou o destino da verba que veio com a venda dos 45% dos direitos do jogador, a fatia que pertencia ao Vasco. "Vai integralmente para pagar salários de fevereiro e março, fundo de garantia, credores, acordos, impostos correntes e fornecedores", disse. "Podemos resgatar parcialmente a credibilidade e as condições de ir ao mercado, sentar com novos atletas e mostrar que o Vasco está mudando e colocado as contas em dia".

Antes da transferência de Dedé para o Cruzeiro, o clube carioca caminhava para o terceiro mês de salários atrasados. Dos três jogadores que virão por empréstimo, o Vasco confirma somente o jovem atacante Alisson, de 19 anos. Wellington Paulista, que está no West Ham, só vem se o clube inglês não exercer o direito de compra ao fim do contrato, no meio do ano. Nesta quinta, no primeiro treino sem Dedé, Luan foi escolhido para compor a zaga ao lado de Renato Silva.

SUSPENSÃO - O resultado da contraprova do exame antidoping do meia Carlos Alberto, realizado nesta quinta, deu positivo e confirmou o primeiro teste. O atleta será suspenso preventivamente por 30 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio e será marcado o julgamento. Por meio de sua assessoria de imprensa, o meia se declarou inocente. "Vou esgotar todas as instâncias para que esse caso seja totalmente esclarecido", disse.

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