Marcelo Sadio/Divulgação
Marcelo Sadio/Divulgação

Vasco mantém briga contra concessionária do Maracanã

Em nota no site do clube carioca, presidente Eurico Miranda critica atuação da empresa na gerência do tradicional estádio 

O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2015 | 23h25

 O Vasco mantém sua briga com a Concessionária que dirige o Maracanã. Nesta terça-feira, em nota publicada no site oficial do clube carioca, o presidente Eurico Miranda citou o Edital de Licitação Concorrência Casa Civil número 03/2013, que no item 2.6 prevê que “a Concessionária deverá gerir o Maracanã de forma não discriminatória em relação aos Principais Clubes do Rio de Janeiro e suas respectivas torcidas, observado o disposto na Subcláusula 3.2.2 do Contrato”.

No domingo, Fluminense e Vasco jogaram no Engenhão, pois não chegaram a uma acordo do local em que as torcidas iriam ocupar no Maracanã.

Eurico Miranda citou o direito adquirido pelo Vasco pela conquista do Carioca de 1950, como primeiro campeão do Maracanã. O Fluminense não aceitou e o impasse fez o jogo ir para o Engenhão. 


Leia a íntegra da nota, assinada pelo presidente do Vasco.

“Principais Clubes do Rio de Janeiro” significa os clubes de futebol do Rio de Janeiro que tenham participado de mais de 60% (sessenta por cento) das edições do Campeonato Brasileiro Série A (primeira divisão ou equivalente) nos últimos 10 (dez) anos, quais sejam: Botafogo de Futebol e Regatas, Clube de Regatas do Flamengo, Club de Regatas Vasco da Gama e Fluminense Football Club.

O Edital exige que não haja nenhuma discriminação, já que o Maracanã é um bem público, não podendo ser propriedade específica, conforme o item I da cláusula 3.2.2. 

3.2.2 Ações e Atos Vedados no Âmbito da Operação dos Equipamentos do Maracanã. As seguintes ações e/ou atos relativos à operação do Complexo Maracanã não poderão ser realizados pela Concessionária: 

I. utilização exclusiva dos Equipamentos Esportivos, e, em particular, do Estádio do Maracanã, por uma ou mais de uma agremiação, clube, associação ou confederação desportiva, vedando o acesso e/ou impondo tratamento discriminatório entre as agremiações que utilizam os Equipamentos do Maracanã, por meio de celebração de instrumentos públicos ou privados que visem a oferecer exclusividade de utilização;

A preocupação é tão clara que no item II da cláusula 3.2.3 até vestiários neutros têm que ser garantidos sem qualquer tipo de identificação ou customização.

3.2.3 A vedação prevista na Subcláusula 3.2.2 não impede a Concessionária de: 

II. Realizar a customização de vestiários para utilização pelos Principais Clubes do Rio de Janeiro que se comprometam a utilizar o Estádio em número mínimo de partidas, conforme negociação a ser realizada com cada clube,desde que mantenha, durante todo prazo do Contrato, pelo menos dois vestiários neutros sem qualquer tipo de identificação ou customização.

O Vasco em nenhum momento assumiu uma posição intransigente, mas tem a obrigação de defender a sua história, os seus torcedores e fazer valer o Contrato de Concessão. Por isso, reafirma sua convicção no aspecto legal e histórico de que o Maracanã é um bem público, patrimônio do povo do Rio de Janeiro, não podendo ser propriedade de nenhuma administração ou entidade.”

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