Vasco quer superar desconfiança da torcida

Na magra vitória sobre o Americano, por 1 a 0, na quarta-feira, Eurico Miranda e Romário foram hostilizados

24 de janeiro de 2008 | 18h52

A torcida vascaína parece cada vez mais lúcida e ciente de que São Januário precisa de novos ares. Mesmo com a vitória sobre o Americano, por 1 a 0, na quarta-feira, as arquibancadas fizeram questão de mostrar sua insatisfação com a péssima atuação da equipe e com os rumos do clube. O presidente interino, Eurico Miranda, e até o outrora ídolo Romário foram vítimas de diversificados impropérios. Com o treinador-atacante impossibilitado de falar dentro do estádio, devido à suspensão por doping, e os jogadores proibidos pela diretoria de dar entrevistas depois das partidas, o auxiliar-técnico Alfredo Sampaio virou o porta-voz da equipe. "A irritação da torcida é natural, mas ela precisa ter um pouco mais de paciência. Estamos acertando o time e ela virá para nosso lado", disse Sampaio. O auxiliar teme o efeito que a cobrança excessiva pode ter sobre a jovem equipe, principalmente sobre a dupla de atacantes, Alan Kardec e Alex Teixeira, ambos de 18 anos. "Eles são jovens e irão nos ajudar muito. Precisamos trabalhar a confiança deles, para que o impacto da cobrança seja pequeno", avaliou Sampaio. "Nós acreditamos no futebol deles, e eles também precisam acreditar." A preocupação não é sem razão. Nos dois primeiros jogos do ano, a dupla passou em branco. Os dois únicos gols do Vasco no torneio foram marcados pelo reserva Abuda e pelo meia Morais, de pênalti. Para Sampaio, os garotos precisam ter mais confiança em arriscar os chutes, sem medo de errar e serem vaiados. "Chegamos bem à área adversário, mas finalizamos pouco", analisou. "Iremos trabalhar muito este fundamento (finalizações). Os jogadores estão querendo entrar com bola e tudo. Tem que soltar o pé", pediu. A torcida poderá comprovar se houve evolução ou não neste sábado, quando o Vasco recebe o Mesquita, às 18h10, em São Januário.

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