Rafael Ribeiro/Vasco
Rafael Ribeiro/Vasco

Vasco recebe Atlético-GO e aposta na força como mandante para manter embalo

Equipe de Ramon Menezes soma três vitórias e um empate em São Januário; defesa é o trunfo

Redação, Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2020 | 06h58

O Vasco aposta na força jogando em São Januário e na solidez defensiva para engatar a segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro e se manter no grupo dos primeiros colocados. O time cruzmaltino recebe o Atlético-GO nesta quinta-feira, às 21 horas, no encerramento da nona rodada.

A equipe do técnico Ramon Menezes está invicto em São Januário. Em quatro partidas, venceu três e empatou uma vez. No momento, soma 14 pontos e briga pelas primeiras posições. Outro ponto positivo da campanha no Brasileirão é a segurança defensiva apresentada na reta inicial do torneio.

Mesmo jogando as últimas partidas sem Ricardo Graça e Leandro Castán, que formam a dupla titular, a equipe tem sido pouco vazada, de modo que ostenta, ao lado de Internacional e Grêmio, a melhor defesa da competição, com apenas cinco gols sofridos. Como mandante, os números da retaguarda são ainda melhores: o time cruzmaltino levou apenas um gol e, assim, tem a melhor defesa em duelos dentro de casa.

As virtudes e a fase positiva são comemoradas pelos jogadores, que já pensam grande. "Sabemos das nossas limitações e do que temos de melhorar. É um campeonato muito difícil, você tem dificuldade em todos os jogos. É preciso ter constância para lá na frente dar o sprint final para buscar coisas grandes, que é o que o torcedor está esperando. Sabendo das nossas limitações, sabemos que podemos chegar longe", diz o volante Fellipe Bastos.

Um dos destaques do Vasco desde o retorno do futebol após a paralisação forçada pela pandemia, o meia Benítez está fora do jogo. A  comissão técnica decidiu poupá-lo por causa do desgaste físico. O argentino iniciou todas as dez partidas do Vasco desde que os jogos foram retomados. Ele e o atacante Germán Cano têm sido decisivos em boa parte das vitórias do time no campeonato.

A outra dúvida é a presença ou não de Leandro Castán. O zagueiro e capitão do time tem um edema na coxa que o fez perder os últimos jogos. A tendência é de que continue fora nesta quinta-feira e seja liberado para voltar apenas no clássico contra o Botafogo, no dia 17, pela quarta fase da Copa do Brasil.

Certo é que, entre os titulares, Ricardo Graça continua fora. O zagueiro ainda está em período de isolamento por ter testado positivo para o novo coronavírus antes do duelo contra o Santos, há pouco mais de uma semana.

Por outro lado, o atacante Vinícius, desfalque desde a véspera do jogo com o Fluminense, também por ter sido infectado pela covid-19, voltou a treinar em São Januário nesta semana e tem boas chances de começar jogando. Se for titular, deve entrar na vaga do jovem Ygor Catatau.

JEJUM

Há seis jogos sem vencer no Brasileirão, desde o triunfo por 3 a 0 sobre o Flamengo na segunda rodada, o Atlético-GO tenta colocar um fim nesta série negativa. Sem maiores problemas, o técnico Vagner Mancini poderá escalar o mesmo time que empatou com o Grêmio, em Goiânia, por 1 a 1, na última rodada.

O principal desfalque é o meia Jorginho, que já vinha fora do time. O atleta pediu para deixar o clube, mas ainda não apresentou nenhuma proposta que agradasse à diretoria. Incomodado com a atual comissão técnica, o atleta dificilmente voltará a ficar à disposição. Clubes, como o Goiás, já demonstraram interesse, mas sem nada concreto.

Por outro lado, Mancini ganhou o reforço do volante Matheus Frizzo, que desfalcou a equipe contra o Grêmio por pertencer ao clube gaúcho. O jogador, no entanto, deverá ficar como opção no banco de reservas.

"Estamos em evolução. Fizemos um bom jogo contra o Grêmio. O time foi corajoso, valente, mas o resultado não veio. O Atlético está mais maduro e pronto para o que está por vir. Podemos fazer história aqui. O livro está em nossas mãos e está em branco", afirma o treinador.

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