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Vasco recorrerá de suspensão

O vice-presidente Jurídico do Vasco, Paulo Reis, afirmou que vai recorrer à segunda instância do STJD para Júnior Baiano receber um julgamento "digno". O zagueiro foi suspenso por 120 dias por causa do resultado positivo em exame antidoping realizado na final da Copa João Havelange. A decisão dos quatro auditores da 3ª Comissão Disciplinar do tribunal foi unânime. De acordo com o dirigente, o jogador foi mais uma vítima da campanha que "estão fazendo" contra o clube. Por ter escalado um jogador com resultado de exame antidoping positivo, o Vasco foi multado em R$ 3 mil e a perda da parte que lhe cabia na renda do jogo.Baiano comparou a sua suspensão a uma contusão. Para ele, ficar afastado todo este tempo será o mesmo que ter sido submetido a uma cirurgia. Acompanhado de sua esposa, Patrícia, além de seus pais, Raimundo e Zulmira, o jogador tentou disfarçar a impaciência durante o julgamento.Beneficiado por ter sido jogador da seleção brasileira e um atestado de bons antecedentes, Baiano contestou a decisão do relator Kalil Rocha Miranda em não aceitar ouvir suas testemunhas que, como ele, só aceitavam depor em segredo de justiça. "Se me dessem a oportunidade, mostraria que isso foi uma brincadeira de mau gosto ou alguma outra coisa", lamentou o zagueiro.O Vasco ainda tentou uma manobra para que o julgamento fosse adiado, mas Miranda indeferiu as solicitações do clube. Diante do insucesso, o advogado vascaíno João Carlos Ferreira protestou alegando que a comissão estava impedindo que Baiano fosse defendido. As exigências não atendidas do clube foram três: sigilo no depoimento de três testemunhas, adiamento do julgamento e o exame de uma determinada bebida energética, que pode conter a substância benzoilecgonina - derivada da cocaína.Baseado em um estudo do toxicologista Otávio Brazil e de mais dois especialistas, o Vasco alegou que o doping de Baiano foi provocado pela ingestão de uma bebida energética e não por cocaína. Brazil contestou a afirmação feita pelo presidente da Comissão de Dopagem, Tanus Jorge Nagem, que a benzoilecgonina só era derivada do entorpecente. "Já atendi várias pessoas intoxicadas com bebidas energéticas. Todas apresentavam esta substância na urina. Só me pronunciei, agora, porque quero evitar que se faça uma injustiça contra o zagueiro", explicou Brazil.

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