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Vasco reprova novo acordo de gestão do Maracanã: 'Foi precipitado e inaceitável'

Time cruzmaltino tenta anular decisão oficial tomada pelo governador Wilson Witzel na sexta-feira

Redação, Estadão Conteúdo

13 de abril de 2019 | 11h22

A decisão do governo do Estado do Rio de Janeiro de ceder, sem uma licitação, a gestão do estádio do Maracanã para o Flamengo, que terá a parceria do Fluminense, não foi bem aceita pelo Vasco. Na manhã deste sábado, o clube de São Januário se manifestou de forma oficial para criticar a ação do governador Wilson Witzel (PSC), que na sexta-feira repassou oficialmente a administração da arena para os clubes rubro-negro e tricolor.

A diretoria do Vasco, através do diretor Luís Fernandes, entrou na Justiça na sexta-feira com um pedido de mandado de segurança para tentar anular a decisão do governo estadual. A ação diz que o acordo firmado no Palácio Guanabara é um ato abusivo e ilegal. O pedido vai ser analisado pela juíza Mirela Esbisti, da 3.ª Vara da Fazenda Pública.

"O Club de Regatas Vasco da Gama, através de seus Poderes instituídos, entende que o manifesto apresentado pelo Grande Benemérito Luís Fernandes à Justiça do Rio de Janeiro atende aos anseios e direitos fundamentais do nosso Clube. Tal manifesto foi examinado no dia 11 de abril, em primeiro grau, no que tangencia ao precipitado e inaceitável acordo celebrado pela gestão do Maracanã. O Clube informa ainda ter entrado com um mandado de segurança com o objetivo de anular o processo de concessão do Maracanã. A ação impetrada atende não só aos interesses do Clube, mas, sobretudo, da população do Rio de Janeiro. Não há justificativa para a concessão, de forma açodada, de um patrimônio público e histórico a uma agremiação esportiva em detrimento de suas congêneres", disse o Vasco em uma nota oficial.

"Ressalte-se que a concessão do Maracanã, nos termos impostos pelo governo do Rio de Janeiro, representa uma violação do princípio do 'fairplay' esportivo, beneficiando de forma descabida e injusta um clube competidor com a administração privada da principal arena pública de futebol no Estado. Não parece razoável que o Poder Público seja árbitro ou regulador da balança de forças do futebol no Rio de Janeiro, interferindo diretamente na capacidade competitiva deste ou daquele Clube", prosseguiu o Vasco.

A nota oficial do clube alvinegro foi assinada por toda a sua diretoria, que é presidida por Alexandre Campello. "Espera-se que, diante da decisão oferecida pela Justiça do Rio de Janeiro, no sentido de apresentar prazo para que o Governo justifique tal açodamento, sejam encontrados caminhos para soluções que contemplem não apenas os grandes clubes, mas o interesse público mais amplo da comunidade do nosso Estado", finalizou a nota.

Durante a cerimônia que oficializou a dupla Flamengo e Fluminense como gestores do Maracanã pelos próximos seis meses, Wilson Witzel fez críticas pesadas ao Vasco. "Lamentável, poderia ter participado, não participou porque não quis. Quando ainda estava no tribunal, a gente chamava isso de 'jus esperneandi' (direito de espernear em latim) ou seja, o sujeito não participou, teve reflexos negativos e agora está esperneando. Não é um papel que se espera de um dirigente de clube", disse o governador.

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