Vasco rompe com Bank of America

O Vasco anunciou nesta quarta-feira o rompimento do contrato de parceria com o Bank of America, o que pode levar o clube a ter de pagar uma quantia de cerca de R$ 100 milhões. A Vasco da Gama Licenciamentos (VascoLic), empresa administrada pelo banco, que detém a marca do clube, pode tomar judicialmente passe de jogadores e até o estádio de São Januário para quitar este valor.O montante que o Vasco pode ser obrigado a pagar refere-se ao dinheiro que a VascoLic tinha direito, mas que o clube retirou, totalizando R$ 79,752 milhões. Ainda é acrescido a esse valor uma multa de R$ 17 milhões pela rescisão contratual, porque o documento está no terceiro ano de vigência. A empresa vai exigir também perdas por danos morais e juros em cima da dívida, o que eleva o total da quantia à mais de R$ 100 milhões.Para que este valor seja pago, o Bank of America vai recorrer à Justiça. Se o clube não pagar, os primeiros bens a serem exigidos serão os passes dos jogadores, o que já está previsto em contrato. Pela cláusula 4, é permitido à VascoLic poder comprar metade do passe de qualquer jogador e revendê-lo para quitar a dívida, sem precisar da concordância do clube. Mais, esses passes podem ser obtidos com 20% de desconto. "É como se fosse um espécie de penhora", explicou o advogado da VascoLic, Marcelo Ferro. O estádio de São Januário, principal bem do Vasco, também está sob perigo. "Podemos usar qualquer patrimônio do clube."Assinado em abril de 1998, o contrato entre o Bank of America e o Vasco cede todos os direitos sobre a marca do clube à VascoLic. Entre outros direitos, a VascoLic tem de receber todas as cotas de transmissão de televisão de jogos do time de futebol e direito a licenciar os produtos do clube.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.