Vasco vai ao STJD contra o Brasiliense

A primeira polêmica do Campeonato Brasileiro fora dos gramados ganhou novos contornos com a intenção declarada do Vasco de entrar amanhã com uma representação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o Brasiliense. A atitude será tomada pelo presidente do clube carioca, Eurico Miranda, se a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não enviar queixa contra o clube de Brasília para o STJD. "Vou esperar até o meio-dia. A regra do jogo foi estabelecida e um clube se insurgiu. Se nada for feito, a competição vira bagunça", disse Eurico. Até a noite de hoje, a CBF não havia se manifestado oficialmente sobre a atitude do Brasiliense, que se aproveitou de decisão da justiça comum para cobrar ingressos no jogo de domingo, com o Vasco, no Estádio Mané Garrincha, no Distrito Federal, e por isso pode ser punido até com a eliminação no Campeonato Nacional. Dirigentes da CBF reuniram-se por várias horas para tratar do assunto, mas não quiseram dar declarações. No domingo, o presidente do STJD, Luiz Zveiter, disse que aguardaria uma posição da CBF para que o tribunal formalizasse denúncia contra o Brasiliense. Ele admitiu que o clube infringiu o Artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O texto da lei é claro: pleitear, antes de esgotadas todas as instâncias da Justiça Desportiva, matéria referente à disciplina e competições perante o Poder Judiciário, ou beneficiar-se de medidas obtidas pelos mesmos meios por terceiro. A pena para quem violar o 231 é severa: exclusão do campeonato e multa de R$ 50 mil a R$ 500 mil. O Brasiliense teria de jogar com portões fechados, cumprindo assim punição por causa de incidentes ocorridos ano passado, em partida com o Fortaleza, pela Série B, disputada no Distrito Federal. Por meio de uma liminar, obteve autorização da justiça comum para vender ingressos. Na rodada inicial do Brasileiro, pelo mesmo motivo, o Santos enfrentou o Paysandu com portões fechados, assim como o Fortaleza, que recebeu o Coritiba. Para tentar evitar o pior, o Brasiliense, clube cujo dono é o ex-senador Luiz Estevão, cassado em 2000 por falta de decoro, começou a agir nos bastidores. Hoje, o ex-presidente da Federação de Futebol de Brasília e atual vice-presidente da CBF para a Região Centro Oeste, Weber Magalhães, esteve na sede da entidade, acompanhado de advogados.

Agencia Estado,

25 Abril 2005 | 19h59

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