Nilton Fukuda|Estadão
Derrota para a Alemanha por 7 x 1 foi o maior vexame da seleção brasileira em jogos oficiais Nilton Fukuda|Estadão

Derrota para a Alemanha por 7 x 1 foi o maior vexame da seleção brasileira em jogos oficiais Nilton Fukuda|Estadão

Veja o que mudou nas seleções de Brasil e Alemanha após o 7 x 1

Confronto histórico realizado na Copa de 2014 vai passar na TV neste domingo 

Raul Vitor, especial para o , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Derrota para a Alemanha por 7 x 1 foi o maior vexame da seleção brasileira em jogos oficiais Nilton Fukuda|Estadão

A goleada que o Brasil levou da Alemanha nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, será reprisada pela primeira vez na TV neste domingo, às 19h. no SporTV. Este confronto mudou os rumos de ambas as seleções. O Brasil, pentacampeão do mundo, encontrava-se no ponto mais baixo de sua história e precisava se reestruturar, enquanto a Alemanha, por sua vez, atingia o auge após 24 anos de sua última conquista mundial e teria que tomar medidas para manter seu futebol em altíssimo nível. Desta forma, o Estadão destaca o que mudou no Brasil e o que mudou na Alemanha, após aquele fatídico 7 a 1, em pleno Mineirão.

Onde assistir Brasil x Alemanha?

A partida vai passar no canal SporTV neste domingo, às 19h (horário de Brasília)

O que mudou na seleção brasileira?

A seleção brasileira sentiu o peso da derrota, potencializado pela goleada que sofreu ao enfrentar a Holanda, na decisão pelo terceiro lugar, por 3 a 0. Seu treinador, na época Luiz Felipe Scolari, deixou o cargo à disposição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), um dia após o término da competição (14/07/2014).

Para a surpresa dos adeptos da amarelinha, quem assumiu o vácuo deixado por Felipão foi Dunga, que já havia liderado a seleção na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, sem grandes sucessos.

No ano seguinte, Dunga disputou a Copa América. O Brasil ficou em primeiro lugar na fase de grupos, com duas vitórias e uma derrota, mas caiu para o Paraguai nas oitavas de final da competição, que resultou em mais um baque somado à conta da seleção.

Ainda em 2015, foi-se iniciada as Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia, que aconteceria em 2018. Até a sexta partida do torneio, a seleção brasileira acumulava duas vitórias, três empates e uma derrota.

Com esse retrospecto, em meados de 2016, Dunga comandou o Brasil na disputa de uma edição especial da Copa América, em homenagem aos 100 anos da competição e da Conmebol. A Confederação Sul-Americana de Futebol se uniu à Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), para a organização do torneio, que o foi um desastre para o Brasil.

A seleção não passou da fase de grupos. Ficou na terceira colocação, atrás de Peru e Equador, primeiro e segundo colocados, respectivamente. Somados ao mal desempenho nas Eliminatórias, a saída precoce da Copa América Centenário foi a gota d'água para CBF. Dunga foi demitido dois dias após a eliminação do país do campeonato.

Após inúmeras reuniões, em setembro, o promissor técnico Tite, que havia conquistado seu segundo Campeonato Brasileiro com o Corinthians, em 2015, foi chamado para assumir o comando da seleção brasileira e, desde então, lá se encontra.

Sob os comandos de Tite, o Brasil melhorou. A seleção terminou as Eliminatórias na primeira colocação, 10 pontos à frente do segundo colocado, o Uruguai. Foram nove vitórias e dois empates nos 11 jogos que aconteceram após sua chegada.

O ânimo para a disputa da Copa do Mundo da Rússia, em 2018, foi inflado. Tite, em seus quase dois anos de comando, reformulou a seleção e convocou apenas seis jogadores presentes no dia do 7 a 1: Marcelo, Thiago Silva, Fernandinho, Paulinho, Willian e Neymar.

O hexacampeonato não foi conquistado, porém não houve vexames. O Brasil foi eliminado para a ascendente seleção belga, que ainda não havia sequer empatado no torneio, por 2 a 1, nas quartas de final. A seleção brasileira também não havia perdido. Seu pior desempenho ocorreu na estreia. Um empate, com um gol para cada lado, diante da Suíça.

Titulares contra a Alemanha (2014): Júlio César; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Fernandinho e Luís Gustavo; Bernard, Oscar e Hulk; Fred.

Titulares contra a Bélgica (2018): Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Casemiro e Paulinho; Willian, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

No ano seguinte, após fracasso na Copa do Mundo, o Brasil disputou a Copa América, em casa. Invicto na fase de grupos a seleção venceu o Paraguai nos pênaltis nas quartas de final, a Argentina, por 2 a 0, na semifinal e, por fim, o Peru, por 3 a 1, na decisão, que o título aos brasileiros.

O que mudou na seleção alemã?

Após a conquista da Copa do Mundo de 2014, a Alemanha iniciou sua preparação para a Copa da Rússia, em 2018, e ficou longe de realizar a mesma proeza. A então atual campeã caiu num grupo, considerado por muitos, tranquilo, com Suécia, México e Coréia do Sul, mas não conseguiu se classificar para as finais. A equipe perdeu para o México, por 1 a 0, e para a Coréia do Sul, por 2 a 0, emplacando apenas uma vitória apertada diante da Suécia, por 2 a 1.

Os alemães ficaram na última colocação do “Grupo F”, atrás dos sul-coreanos por conta do saldo de gols negativo. Para explicar a completa mudança de postura da Alemanha, o Estadão entrevistou o ex-jogador Paulo Sérgio, integrante do elenco tetracampeão de 1994, que defendeu a camisa do Bayer Leverkusen, entre 1993 e 1997, e do Bayern de Munique, entre 1999 e 2002.

Análise do Paulo Sérgio, ex-jogador da seleção brasileira e com passagens pelo futebol alemão   

Houve muitas mudanças. O esquema tático adotado pela Alemanha na Copa do Mundo de 2014 foi um esquema que já vinha sendo praticado pelo Bayern de Munique, de Pep Guardiola. A maioria dos jogadores alemães, que jogavam na seleção, eram treinados por Pep. Então, aquele sistema rotativo, no meio de campo e no ataque, visto no Bayern, foi empregado por aquele grupo experiente, bem formado, que, sem dúvidas, trouxe um futebol mais dinâmico e fez o Brasil se perder na marcação.

Um ponto importante, também, é a euforia que girou ao redor da conquista da Copa do Mundo de 2014, título que não era conquistado desde 1990 pelos alemães. Havia um foco muito grande daquela equipe, o que não aconteceu em 2018, na Rússia.

Os alemães não conseguiram realizar as mesmas proezas atingidas no Brasil na copa seguinte. O futebol alemão preza muito pela concentração, pela disciplina tática e isso não foi imposto na Rússia, o que resultou na desclassificação inesperada daquela equipe ainda na fase de grupos.

Tudo é concentração. Você vem de uma vitória, é tido como o favorito, acha que vai ganhar de qualquer jeito, mas Copa do Mundo não assim, é preciso ter uma preparação mental muito grande. Se não houver preparo adequado, não haverá êxitos. Falo isso porque em 94, nós formamos uma seleção que se preparou para ganhar a Copa do Mundo. Nós não cometemos os mesmos erros cometidos em 90 e conseguimos ser campeões.

Portanto, houve uma clara euforia com a conquista da Copa de 2014, por conta do tempo de jejum desse título específico e os alemães acharam que conquistariam a Copa de 2018 de uma hora para outra, mas o futebol não é mais assim.

Hoje a Alemanha traz uma nova formação, traz jogadores novos, há uma seleção sendo formada, como foi feito em 2006, na Copa sediada em território alemão, onde o resultado, apesar da boa campanha, não trouxe a taça. 

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Brasil x Alemanha: veja por onde andam os jogadores que protagonizaram o 7 a 1

Há seis anos, a seleção brasileira dava o maior vexame de sua história em campo

Raul Vitor, Especial para o Estado de S.Paulo

08 de julho de 2020 | 07h54

Há seis anos, Brasil e Alemanha se enfrentaram pelas semifinais da Copa do Mundo de 2014, realizada no "país do futebol", o Brasil. Em Belo Horizonte, no Mineirão, sob os comandos de Luís Felipe Scolari, o Felipão, a seleção brasileira levou a maior goleada de sua história recente. Ao longo dos intermináveis 90 minutos, o goleiro da amarelinha Júlio César foi vazado sete vezes, enquanto Neuer, da Alemanha, viu sua rede balançar apenas uma.

O eterno 7 a 1, que levou a Alemanha para a final da competição - e que, posteriormente, levantou a taça Jules Rimet daquela edição. Seis anos depois, o Estadão destaca por onde andam os jogadores daquele histórico confronto, que persegue e perseguirá, por muito tempo, ambas as seleções, sempre que se enfrentarem dentro das quatro linhas.

BRASIL

Goleiro

  • Júlio Cesar –aposentado – 40 anos – Comentarista da DAZN

Defensores

  • Maicon – em atividade – 38 anos – Está sem clube desde o final de 2019, ano em que defendeu a camisa do Criciúma e negocia com o Fast Clube, time da Série D do Brasileiro
  • David Luiz - em atividade - 33 anos - Joga no Arsenal, da Inglaterra, com contrato válido até junho de 2021
  • Dante – em atividade – 36 anos - Joga no Nice, da França, com contrato válido até junho de 2021
  • Marcelo – em atividade – 32 anos – Joga no Real Madrid, da Espanha, com contrato válido até junho de 2022

Volantes

  • Luiz Gustavo – em atividade – 32 anos – Joga no Fenerbahce, da Turquia, com contrato válido até junho de 2023
  • Fernandinho – em atividade – 35 anos – Joga no Manchester City, da Inglaterra, com contrato válido até junho de 2021
  • Paulinho - em atividade - 31 anos – Joga no Guangzhou Evergrande, da China, com contrato válido até dezembro de 2023

Meias

  • Bernard – em atividade – 27 anos - Joga no Everton, da Inglaterra, com contrato válido até junho de 2022
  • Oscar – em atividade – 28 anos - Joga no SH SIPG, da China, com contrato válido até novembro de 2024
  • Hulk – em atividade – 33 anos - Joga no SH SIPG, da China, com contrato válido até dezembro de 2020
  • Ramires – em atividade – 33 anos - Joga no Palmeiras, com contrato válido até junho de 2023

Atacantes

  • Fred – em atividade– 36 anos – Defende o Fluminense
  • William – em atividade – 31 anos - Joga no Chelsea, da Inglaterra, com contrato válido até junho de 2020 

ALEMANHA

Goleiro

  • Neuer – em atividade – 34 anos – Joga no Bayern de Munique, da Alemanha, com contrato válido até junho de 2023

Defensores

  • Lahm – aposentado – 36 anos – Capitão honorário da Federação Alemã de Futebol
  • Boateng – em atividade – 31 anos - Joga no Bayern de Munique, da Alemanha, com contrato válido até junho de 2021
  • Hummels – em atividade – 31 anos – Joga no Borussia Dortmund, da Alemanha, com contrato válido até junho de 2022
  • Mertesacker – aposentado – 35 anos – Treinador adjunto do Arsenal, da Inglaterra
  • Howedes – em atividade – 32 anos – Joga no Lokomotiv Moscou, da Rússia, com contrato válido até junho de 2021

Volantes

  • Schweinsteiger – aposentado – 35 anos – Comentarista esportivo da ARD Sportschau, da Alemanha
  • Khedira – em atividade – 33 anos – Joga na Juventus, da Itália, com contrato válido até junho de 2021
  • Draxler – em atividade - 26 anos – Joga no Paris Saint-Germain, da França, com contrato válido até junho de 2021

Meias

  • Muller – em atividade – 30 anos – Joga no Bayern de Munique, da Alemanha, com contrato válido até junho de 2023
  • Kroos – em atividade – 30 anos - Joga no Real Madrid, da Espanha, com contrato válido até junho de 2023
  • Ozil – em atividade – 31 anos - Joga no Arsenal, da Inglaterra, com contrato válido até junho de 2021

Atacantes

  • Klose – aposentado – 41 anos – Assistente técnico do Bayern de Munique
  • Schurrle – em atividade – 29 anos – Joga no Spartak Moscou, da Rússia, com contrato válido até junho de 2020

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