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Veja os desafios que o novo presidente do São Paulo terá de enfrentar

Novo mandatário terá de encarar crise financeira e saída de estrelas

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2015 | 07h00

Os 240 membros do Conselho Deliberativo do São Paulo devem escolher em votação na noite desta terça-feira quem será o presidente encarregado de reerguer o clube da maior crise política da história. O pleito, porém, pode ser impedido por uma liminar obtida por membros da oposição.

O presidente interino Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é o favorito para derrotar Newton Ferreira e comandar o clube até abril de 2017, prazo em que termina o mandato tampão do substituto de Carlos Miguel Aidar, que renunciou há duas semanas.

O ganhador poderá concorrer a mais duas reeleições e terá de lidar com problemas financeiros, como a dívida total de quase R$ 300 milhões. Além disso, tem o desafio de resolver problemas que fazem o futuro do São Paulo ser nebuloso. O clube tem passado por dificuldades para manter em dia os vencimentos com os jogadores e não deve ter dinheiro para fazer grandes contratações.

No fim desta temporada, a aposentadoria de Rogério Ceni e as prováveis saídas de Pato e Luis Fabiano devem representar um alívio na folha salarial de cerca de R$ 1,5 milhão, mas isso não significa a vinda de substitutos à altura. A permanência do técnico Doriva para 2016 também ganhará atenção do novo presidente. Escolhido por Aidar, o treinador pode perder espaço nos planos do sucessor.

O São Paulo procura com a eleição ser mais estável na política. Leco ganhou o apoio de Aidar e tem o favoritismo por ser mais antigo no clube. Conselheiro há mais de 30 anos, tem cuidado da transição no cargo desde a saída do antecessor, quando se reaproximou de desafetos do ex-presidente.

Como primeira providência, promoveu o retorno à vice-presidência de futebol de Ataíde Gil Guerreiro, que brigou com Aidar no começo do mês. Leco também já sinalizou a vontade de contar com o gerente de futebol Gustavo Oliveira e ter apoio do empresário Abílio Diniz para ajudar nas finanças, outros nomes com quem o ex-dirigente teve atritos.

O oponente de Leco tem o apoio de antigos presidentes do São Paulo. Newton Ferreira, conselheiro há um ano e meio, é genro de Fernando Casal de Rey, mandatário entre 1994 e 1998, e conta com o apoio de ex-dirigentes como José Eduardo Mesquita Pimenta e Paulo Amaral.

LIMINAR

Na noite desta segunda-feira um grupo de dez conselheiros da oposição afirmou ter conseguido uma liminar na Justiça para impedir a eleição. Segundo membros dessa aliança, o pleito tem de ser adiado porque ao assumir interinamente, Leco, então presidente do Conselho Deliberativo, prejudicou a articulação dos adversários ao convocar o pleito para 14 dias, enquanto o estatuto do São Paulo estipula 30 dias de prazo.

Em nota oficial, Leco disse ter tomado conhecimento da liminar, mas prometeu recorrer da decisão para que a eleição seja mantida para a noite desta terça, às 19h. O presidente criticou a tentativa da oposição, por considerá-la um ato contrário à pacificação do clube.


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