Velber e Tardelli em alta com Leão

Gritar nem sempre resolve os problemas, ao contrário, pode aumentá-los. Com fama de rígido e disciplinador, Emerson Leão, do São Paulo, adotou um estilo light para consertar o erro e melhorar o rendimento de seus jogadores. Nas conversas em particular, na maioria das vezes em clima de pai para filho, o treinador vem mexendo com os brios e fazendo seus comandados darem a volta por cima na carreira, sem precisar deixar o clube.Os maiores exemplos são o meia Velber e o atacante Diego Tardelli, que no fim de 2004 chegaram a ser apontados como descartáveis no São Paulo. "Os jogadores têm potencial, é só sabermos explorá-los", enfatiza com freqüência Leão, que não se cansa de cobrar maior empenho e dedicação. Não aceita, em hipótese alguma, acomodação. E exige que seus pedidos, ou ordens, sejam seguidos à risca.Em 2005, Velber tornou-se peça importante do meio-campo e não fosse a contusão muscular sofrida diante do Barbarense, sábado, estaria entre os titulares. E Tardelli, que já chegou a ser rebaixado para treinar com os juniores, em Barueri, agora é artilheiro - 6 gols sem contar o jogo com o São Caetano. "Ouvi muitos conselhos e aprendi a respeitar a grandeza do São Paulo", afirma o atacante. Leão acreditou no potencial do jogador, dando-lhe seguidas oportunidades.Quem vê Tardelli hoje, nem acredita que já foi farrista, adorador da noite paulistana. O jogador chega cedo aos treinos, se empenha. E nada de máscara. "Não mostrei nada até agora", exagera, dizendo ainda não se considerar dono da vaga. "Espero mostrar ao Leão que posso ser titular absoluto."O lateral-esquerdo Júnior também provou a psicologia do treinador. Chegou no segundo semestre de 2004 para resolver carência do time, mas acabou sendo afastado das rodadas finais do Brasileiro para começar 2005 ?voando?, como está.Divã - No divã de Leão, agora, está o atacante Grafite. Depois de um belo Nacional, caiu de rendimento no Paulista e viu voltar as críticas da torcida. "O Grafite é o dono da vaga e não vem jogando só pelo passado. Já fez um gol e vem alimentando bem o Tardelli", esclarece Leão. "Ele dá trabalho à defesa rival, ninguém gosta de enfrentá-lo."O grande problema do jogador, de acordo com o técnico, é a perseguição dos árbitros. Leão diz que Grafite não pode dividir uma bola que já está sendo ameaçado de cartão. "Falaram que ele era agressivo e agora está visivelmente marcado. O juiz está a 200 metros e marca falta dele."

Agencia Estado,

09 de fevereiro de 2005 | 18h40

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