Elisabetta Baracchi/AP
Elisabetta Baracchi/AP

Venda do Milan para grupo chinês volta a ser adiada

'As condições do contrato não foram cumpridas, portanto, a conclusão não pode acontecer hoje', confirma o vice-presidente Adriano Galliani

Estadao Conteudo

03 de março de 2017 | 10h42

A venda do Milan a um grupo de investidores chineses foi novamente adiada. A conclusão do negócio estava originalmente prevista para dezembro, mas a Fininvest, holding de Silvio Berlusconi, e a Sino-Europe Sports acertaram o atraso da transação em três meses, adiando a sua conclusão para esta sexta-feira, o que acabou não ocorrendo.

"As condições do contrato não foram cumpridas, portanto, a conclusão não pode acontecer hoje, como inicialmente planejado", disse o vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, na assembleia de acionistas. "A Fininvest ressalta, no entanto, que está avaliando a possibilidade de elaborar um acordo para renunciar à sua propriedade do AC Milan em breve".

 

A nova data prevista para a conclusão da negociação é 31 de março. O acordo com a Sino-Europe avalia o Milan em 740 milhões de euros (R$ 2,46 bilhões, aproximadamente), sendo que o grupo de investidores já pagou o adiantamento de 200 milhões de euros (R$ 665 milhões).

Berlusconi, que adquiriu o Milan há 31 anos, negocia a venda do gigante clube italiano há mais de um ano. Mas Giuseppe Scla, o representante dos acionistas minoritários da equipe, acusou a Fininvest de que não ser transparente e exigiu mais clareza do clube.

Galliani respondeu declarando que ele trabalha para o Milan, não para a Fininvest. "Por que eu deveria me sentir como se eu estivesse sendo tratado como um tolo?. Não há nada que não esteja funcionando, a vida corporativa continua normal e calma, os salários estão sendo pagos", disse.

"O acordo entre potenciais vendedores e potenciais compradores está entre a Fininvest e a SES (Sino-Europe Sports). Eles podem dar respostas, não o diretor de gestão do Milan. Com toda a boa vontade, eu não posso responder a perguntas sobre onde estamos, o que vai acontecer, qual será o futuro do Milan, porque eu não sei. Se o Milan vai ou não vai ser vendido, não depende de mim", acrescentou Galliani.

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