Vendas de merchandising do time argentino sobem 90%

Bandeiras, camisetas, bottons e até de vuvuzelas azuis e brancas estavam entre os produtos mais vendidos

MARINA GUIMARÃES, Agência Estado

17 de junho de 2010 | 18h20

BUENOS AIRES - A goleada imposta pela seleção argentina sobre a Coreia do Sul por 4 a 1 aumentou a esperança do país sul-americano em conquistar a Copa do Mundo da África do Sul. Entusiasmados com o desempenho do time de Maradona, os argentinos fazem uma verdadeira festa pelas ruas de Buenos Aires e aumentam as compras de bandeiras, camisetas, bottons e até de vuvuzelas celestes e brancas, as cores da bandeira Argentina. Somente na internet, as vendas aumentaram quase 100% e os fabricantes de merchandising estão realizando uma de suas melhores temporadas no país.

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"A venda de produtos ligados ao mundial de futebol teve um incremento de 90% na internet e as propagandas que contêm a palavra futebol tiveram um incremento de 60%", informou a assessoria de imprensa do site Mercado Livre no país. Segundo a empresa de compra e venda pela web, os produtos mais procurados pelos consumidores são as camisetas da seleção nacional, que custam 189 pesos (R$ 82,00). As figurinhas de álbuns de coleção também estão entre os populares, além de bonecos, canecas, pen drives (memórias portáteis para computadores com estampas alusivas), e até algumas relíquias, como entradas para os jogos de 1978, quando o país se consagrou campeão e uma medalha original do mundial de 1930.

Outro site comercial, MásOportunidades, também destaca o bom momento com as vendas de merchandising da seleção nacional. Segundo a empresa, "as vendas vão desde camisetas até promoções mundiais que incluem aparelhos de TV com tela LCD". De acordo com uma das fabricantes locais, que vende esses artigos no atacado, além de camisetas, o sucesso entre os torcedores, pela ordem, são: os tradicionais chapéus com as cores nacionais, bandeiras, cachecóis e canetas. O produto mais barato gira em torno de 1,00 peso, e o mais caro, 69 pesos (R$ 0,45 a R$ 31,34, respectivamente).

Até produtos em alusão à eterna rivalidade entre a Argentina e o Brasil já estão circulando por Buenos Aires e nos estádios de futebol da África do Sul. Logo após o jogo com a Coreia do Sul, um grupo de torcedores estampou uma bandeira argentina que perguntava: "Que te passa Basil? Esta nervoso?", numa referência à famosa frase do ex-presidente Néstor Kirchner (Que te passa, Clarín? Está nervoso?) em sua briga com o grupo Clarín, maior holding multimídia da Argentina, por ocasião da aprovação da Lei de Mídia.

Com o avanço da seleção argentina na Copa, a tendência é de exacerbação da rivalidade com o Brasil. Na entrevista coletiva concedida após a vitória sobre a Coreia do Sul, Maradona pediu desculpas por anteriores críticas ao Platini, mas não o fez com relação a Pelé. "Recebi uma mensagem do Platini desmentindo o que a imprensa disse que ele comentou sobre mim. Por isso, peço desculpas à Platini, mas não ao Pelé", disse Maradona.

 

 

 

 

 

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