Jorge Saenz/AP
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'Venezuela pode ser uma armadilha', diz Fernandinho sobre rival

Volante da seleção vê desenvolvimento do futebol venezuelano

ALMIR LEITE E GONÇALO JUNIOR, enviados especiais a Santiago, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2015 | 13h53

O volante Fernandinho afirmou que o equilíbrio no Grupo C da Copa América, refletido no jogo de domingo, quando Brasil e Venezuela chegam empatados com três pontos ganhos, é o resultado do desenvolvimento do futebol venezuelano. Por outro lado, ele não acredita que o Brasil tenha piorado nas últimas décadas. Na edição anterior da Copa América, houve empate por 0 a 0 entre as duas seleções.

"A evolução da seleção venezuelana é evidente. São vários jogadores que atuam na Europa. Arango passou pela Espanha e joga na Alemanha, e tem uma qualidade técnica fantástica; Rondon é um atacante forte. Todos estão disputando bons campeonatos", elogiou o volante em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira na concentração brasileira em Santiago. "Hoje, o futebol está muito igual. Todos os times podem formar duas linhas de quatro para defender e isso dificulta. Não posso dizer que o Brasil piorou, mas a Venezuela melhorou muito", completou o jogador.

Para superar a Venezuela, Fernandinho afirma que o grupo não pode pensar como os torcedores em geral, que ainda veem a equipe como a pior do continente. "O jogo contra a Venezuela é uma armadilha grande e perigosa. Se a gente pensar como os torcedores, pode ser ainda mais perigosa. A equipe deles é forte e bem montada", elogiou.

O equilíbrio do grupo se tornou um tema das conversas dos jogadores na concentração. Fernandinho conta que, nos momentos das refeições, os atletas comentam a chance de classificação de todas as seleções, que estão empatadas com quatro pontos.

Apesar da evolução do rival, Fernandinho está confiante em uma grande apresentação da seleção brasileira. Na estreia, o time teve dificuldades para superar o Peru por 2 a 1; no segundo jogo, perdeu para a Colômbia. "No primeiro jogo, tem a questão da estreia, sempre difícil. Tomamos um gol cedo e tivemos de correr atrás do resultado. No segundo jogo, nosso primeiro tempo não foi muito bom. Acabamos não fazendo o gol. Se você escuta vários jogadores falando sobre confiança, é sinal que estamos confiantes", afirmou o treinador.

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