Vestiário santista teve clima de título

Do mais experiente, Giovanni, que sempre deu sorte e fez gol contra o Corinthians, ao jovem Saulo, autor de pelo menos duas boas defesas, todos os jogadores do Santos saíram de campo de alma lavada e comemorando como se o time tivesse acabado de conquistar um título. E, nas entrevistas, nenhum deles deixou de reconhecer que a presença de Robinho motivou o time. "A equipe inteira jogou bem e está de parabéns", disse Giovanni, o melhor em campo, quando deixava o campo, reconhecendo que embora estivesse recebendo o apoio do torcedor, ainda devia uma atuação como a deste domingo. "Ainda bem que sempre dei sorte e fiz gol contra o Corinthians. Faz parte do futebol o jogador ir bem contra determinadas equipes". O camisa 10 aproveitou para prestar homenagem a Robinho, que fez a primeira das sete partidas da despedida do Santos, antes de se apresentar ao técnico Vanderlei Luxemburgo, no Real Madrid. "Robinho merecia participar de uma vitória como a de hoje (domingo), depois dos problemas que enfrentou e antes de ir embora. É um grande jogador e excelente pessoa, com importante serviços prestados ao Santos e à seleção brasileira". Giovanni admite que estava angustiado com o momento negativo que o time vinha atravessando. "Precisávamos de uma vitória como essa. Demos sorte, acertamos uma boa atuação, as bolas entraram e ganhamos três pontos importantíssimos. Agora, vamos tentar dar seqüência ao trabalho". Até o presidente do clube, Marcelo Teixeira se rendeu à grande atuação do ídolo dos anos 90. "Giovanni ofuscou a presença de Robinho e sem dúvida foi o melhor em campo", disse o dirigente, que repetiu, na sala de entrevista, que o Santos não vai fazer nenhuma loucura com os US$ 30 milhões que recebeu na venda de Robinho. O outro destaque da vitória por 4 a 2 contra o Corinthians, Ricardinho, que marcou um dos gols, concorda com Giovanni e acha que embora não tenha mostrado sua qualidade, Robinho foi importante para que o Santos jogasse bem. "Foi uma motivação especial para nós e uma preocupação a mais para o adversário", disse o meia. "Além disso, Giovanni esteve bem. Nunca deixamos de nos aplicar e sabia que a qualquer momento conseguiríamos ter uma atuação como essa". Ricardinho não acreditava que tenha havido um motivo especial para a grande atuação da equipe. "Da mesma forma que não achava certo procurar justificar as derrotas, não adianta ficar apontando uma ou outra razão da vitória. Quando o time vai bem e vence, é graças ao conjunto de fatores". Quanto ao seu bom desempenho, disse apenas que quando o coletivo vai bem, as individualistas tem mais chance de se destacarem. Com a conclusão das negociações para a transferência de Robinho para o Real Madrid, na madrugada de sábado, o próximo objetivo do técnico Vanderlei Luxemburgo é levar Ricardinho, que tem passaporte comunitário, para ser um alternativa para a organização do meio-de-campo de sua equipe. Ricardinho continua negando qualquer contato com os espanhóis, mas ainda nesta semana ele deverá receber uma proposta irrecusável para deixar a Vila Belmiro. O seu contrato termina no dia 31 de dezembro e o Real Madrid terá que pagar multa de US$ 2 milhões por sua liberação já.

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