Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Veterano da seleção, Daniel Alves exalta oportunidade de erguer taça como capitão

Jogador de 36 anos é o único remanescente da campanha do último título da Copa América, em 2007

Ciro Campos, enviado especial ao Rio de Janeiro, O Estado de S. Paulo

06 de julho de 2019 | 19h29

Aos 36 anos e presente na seleção brasileira desde 2006, o lateral-direito Daniel Alves se prepara para ter um domingo diferente na carreira. O jogador entrará em campo contra o Peru, pela final da Copa América, no Maracanã, com a possibilidade de erguer uma taça como capitão do Brasil pela primeira vez na carreira, uma expectativa bastante animadora para ele.

Em entrevista coletiva no estádio que receberá a partida, Daniel Alves disse considerar a ocasião como especial. "Por se tratar de uma final, o jogo se torna diferente. Muito especial estar em uma decisão com a seleção brasileira. Estar no Maracanã é particular. Vamos fazer um esforço tremendo para ganhar, mas estamos preparados para isso e precisamos ter respeito com o adversário", disse o jogador.

Daniel Alves é o único remanescente da campanha do último título da seleção brasileira na Copa América. Em 2007, na Venezuela, o então jogador do Sevilla de apenas 24 anos inclusive marcou um dos gols da vitória por 3 a 0 sobre a Argentina na final, em Maracaibo. Depois dessa edição, o lateral esteve em campo nas três eliminações recentes no torneio.

O defensor ressaltou que o alto nível das atuações mesmo com a idade avançada se explica pela dedicação ao futebol. "Meu futebol vem de respeitar a minha profissão como deve ser, ter respeito adequado, ser comprometido. Isso (estar jogando bem) pode ser surpresa para muitos, mas não para mim", afirmou. O lateral tem um gol marcado nesta Copa América, justamente sobre o Peru na vitória por 5 a 0 pela fase de grupos.

Em caso de título, Daniel Alves apontou como responsáveis pelo resultado positivo a comissão técnica e a diretoria da CBF. "A gente se sente privilegiado de ter o professor, assim como todo o estafe e a direção dessa orquestra. Eles afinam todos os instrumentos para que ninguém erre nota ou desafine. Temos que fazer por merecer esse título mais do que o adversário", comentou.

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