Peter Powell/Efe
Peter Powell/Efe

Veterano do futebol francês é o líder do Taiti na Copa das Confederações

Marama Vahirua, de 33 anos, é o único jogador profissional da equipe da Oceania

Vitor Marques - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2013 | 08h05

BELO HORIZONTE - O mais experiente jogador do Taiti e único atleta profissional do time, o atacante Marama Vahirua, 33 anos, jamais defendeu sua seleção. Abdicou dela para construir carreira no futebol francês – Nantes, Nice, Lorient, Nancy e Monaco. Não valia a pena viajar e deixar a França, onde também atuou pela seleção Sub-20, para jogar competições menores mesmo que fossem pelo seu país. “Eu saí muito jovem da Polinésia, mas encontrei as pessoas certas na hora certa”, afirmou, o jogador que agora atua no Panthrakikos, time mediano da primeira divisão da Grécia.

Marama Vahirua, que deve ser o capitão da seleção na Copa das Confederações, é um estranho no ninho em uma equipe formada por atletas amadores, do goleiro ao ponta esquerda. A maioria dos atletas tem outra profissão. No elenco, há estivadores, funcionários públicos e caixas de supermercado. E mesmo atletas que jogam no Dragon, clube mais popular, têm outras atividades. O salário médio de cada um: R$ 2,5 mil por mês. Sem contar que nove jogadores da seleção estão desempregados.

“É verdade que sou o único jogador profissional da seleção, fiz isso durante toda minha vida. Mas para mim tudo isso está sendo novo, nunca participei de uma competição como essa, estou tentando não ser tímido”, disse Vahirua, que ficou admirado com o tamanho do Mineirão. “Sinto que é o maior momento da minha carreira, e eu não estou no mundo dos sonhos, é realidade. Acho que estou sonhando acordado.”

Vahirua reconhece a diferença técnica abissal entre Nigéria e o Taiti. E disse que os jogadores de seu país têm de encarar o jogo como um aprendizado, uma forma de evoluírem como atletas, já que estão disputando uma competição internacional organizada pela Fifa.

“Eles querem aprender, progredir, mas não queremos ser ridículos, queremos mostrar que o futebol tem um papel no Taiti. Vamos lutar como leões e fazer o possível para representar bem nosso país.

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