Veteranos surpreendem e mostram força

Os veteranos não desistem. Na maioria dos clubes brasileiros, os "velhinhos" insistem em adiar a aposentadoria. No Rio de Janeiro, dominam a cena. Caso de Romário, Zinho, Valdo, Júnior Baiano, quase beirando os 40 anos. Em São Paulo, Rincón, Robgol, Capitão, Adãozinho. Difícil não encontrar um deles Brasil afora.A longevidade desses jogadores e de tantos outros que a história conta é tema de muitas teses. Pensamento quase unânime dos especialistas aponta para três fatores: vida social sem exageros, dedicação ao trabalho e físico privilegiado.O jogador que conciliar essas três características, acreditam médicos e fisiologistas, pode sonhar com uma longa carreira. Evidente que depois dos 30, 33 anos, os cuidados devem ser dobrados. O atleta começa a perder potência e velocidade, o rendimento diminui. "Falta perna", comprovam os torcedores.No caso de Romário, a maioria dessas teses não funciona. Ele nunca foi um exemplo de atleta, muito menos levou uma vida pacata.Contumaz da noite, fujão dos treinos, Romário emplacou 38 anos no fim de janeiro jogando bola. E promete insistir com o futebol pelo menos até o fim do ano.Rincón é um caso bem diferente. Ficou quase dois anos sem jogar e voltou com vigor de dar inveja aos mais jovens. "Ele não foge à regra dos jogadores que depois dos 30 anos perdem 1% do rendimento por ano mas compensam com o físico privilegiado", comenta Renato Lotufo, fisiologista do Corinthians.A tese dos "boleiros" é outra. Eles sabem como ninguém dosar a energia em 90 minutos de futebol. São aqueles que "conhecem todos os atalhos do campo", como a crônica esportiva costuma reverenciar os veteranos.

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