Paulo Giandalia/Estadão
Paulo Giandalia/Estadão

Vexame no Paulista pode respingar em eleição do São Paulo

Conselheiros vitalícios que apoiavam Juvenal podem mudar de lado na reta final

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

29 de março de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - Ainda que não seja considerada definitiva para os rumos do clube, a eliminação do São Paulo para o Penapolense pode respingar na eleição que acontece na segunda semana de abril. Membros da situação e oposição indicam que o vexame no Morumbi pode custar preciosos votos a Carlos Miguel Aidar, candidato apoiado pelo presidente Juvenal Juvêncio.

Tão logo acabou a partida no Morumbi, pelo menos quatro conselheiros vitalícios ligaram para membros da oposição para expor a insatisfação com o que chamaram de vexame no Morumbi; Marco Aurélio Cunha foi o mais procurado, mas Kalil Rocha Abdalla, candidato da chapa de oposição, e outros membros também foram procurados. Alguns destes mostraram disposição em bandear para o lado contrário à atual direção.

"Está difícil continuar apoiando o Juvenal, há uma fadiga apesar de Carlos Miguel ser diferente", reconheceu um dos vitalícios ouvidos pelo Estado. No entanto, a percepção de ambos os lados é que a situação continua com vantagem na corrida. Os oposicionistas dizem ter o apoio 76 conselheiros vitalícios de um total de 155 - cinco morreram - e acreditam que elegerão Kalil com apoio dos Conselheiros que serão eleitos no dia 5 de abril.

O pleito da semana que vem é o primeiro passo para a eleição do próximo presidente. Serão eleitos 80 conselheiros com mandato de seis anos e estes se juntarão aos 156 vitalícios para definir o novo presidente. A expectativa é que esse novo grupo escolhido ajude a oposição a derrotar o grupo de Juvenal. A empreitada, no entanto, é complicada.

"As pessoas estão cansadas da forma como o clube vem sendo tratado. É preciso repensar o futebol e as pessoas estão vendo isso", afirmou Marco Aurélio Cunha.

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