Viagem corintiana vira "trem da alegria"

O amistoso contra o Saturn Ramenskoye, domingo, em Moscou, acabou deixando todo mundo feliz no Parque São Jorge. A viagem é o chamado ?trem da alegria?. Além dos US$ 150 mil livres de cachê, a delegação do Corinthians viajará para a capital russa, nesta quarta-feira, de primeira classe. E como a delegação será composta por 40 passageiros, os organizadores do jogo foram obrigados a dividir o grupo em dois aviões.Um seguirá às 17h de São Paulo para o Rio de Janeiro, embarcando de lá para Paris. O outro sairá às 22h de Cumbica direto para a capital francesa. De Paris, a comitiva seguirá para Moscou, numa maratona de 24 horas. O Corinthians só volta a jogar pelo Campeonato Brasileiro no dia 13, contra o Fortaleza, às 18h, no Pacaembu.O zagueiro César foi sacado do grupo porque o técnico Geninho quis privilegiar os garotos. "Tenho certeza que o César vai entender. Essa viagem será um prêmio aos meninos. Além disso, será importante para dar experiência a eles", explicou o treinador.Esse amistoso vai comprometer o planejamento do time. A comissão técnica pretendia aproveitar o período de ?descanso? no Campeonato Brasileiro para acertar a equipe. Mas ninguém ousou criticar a decisão da diretoria, especialmente Geninho: "Acho que haverá mais aspectos positivos do que negativos", desconversou o técnico.Na visão do treinador, o time só vai perder dois dias de trabalho: a viagem de ida e volta. Mas isso pode ser compensado pela experiência que os jogadores mais novos devem acumular nessa aventura. "Para essa meninada vai funcionar muito. O grupo vai passar 24 horas por dia junto, como se fosse uma pré-temporada. Além disso, faríamos um amistoso de qualquer jeito. Teste por teste, o Saturn é um adversário de respeito. Além disso, não podemos esquecer que a cota do Corinthians será altíssima", defendeu Geninho.Para os meninos corintianos, a viagem foi recebida como um prêmio. Jô, por exemplo, vibrou como se fosse para a Disneylândia. Até a mãe do jovem atacante, Tânia, já cobrou do filho uma lembrança. "Fui uma vez a Belém do Pará e não trouxe nada. Ela ficou uma fera", contou o jogador.Aos 16 anos, Jô só saiu duas vezes do País. Conheceu o México jogando pelo Colégio João XXIII, em 2001. Um ano antes, jogando pelas categorias de base do Corinthians, conheceu a Argentina. Difícil mesmo foi apontar num globo terrestre - levado por jornalistas de uma rede de tevê - onde fica Moscou. "A única coisa que ouvi falar é que lá faz muito frio", arriscou o atacante.

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