Darrin Zammit Lupi / Reuters
Darrin Zammit Lupi / Reuters

Viagem de presidente do Senegal para acompanhar sua seleção vira polêmica

Macky Sall decide encurtar estadia na Rússia durante Copa do Mundo

Jamil Chade, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2018 | 10h07
Atualizado 19 Junho 2018 | 17h08

Correções: 19/06/2018 | 17h08

A viagem do presidente do Senegal, Macky Sall, para acompanhar sua seleção em Moscou se transforma numa polêmica. No final de maio, ao se despedir de sua seleção ainda em Dacar, ele indicou que iria tirar licença do cargo para poder fazer a viagem pela Rússia. Mas, diante da repercussão, acabou encurtando a viagem para apenas três dias. 

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O Senegal vive já a expectativa das eleições presidenciais em 2019. Mas o clima de tensão se aprofundou nas últimas semanas diante da morte de um estudante por policiais em um protesto numa universidade. 

A esperança do presidente é que craques como Sadio Mané, Kalidou Koulibaly e Keita Baldé tenham desempenhos importantes para interromper a crise interna no país, pelo menos por algumas semanas. 

“Diante do convite do presidente da Fifa, Gianni Infantino, vou pedir um afastamento de doze dias para ir à Copa do Mundo”, declarou o presidente, no dia 24 de maio. “Vou apoiar nossa seleção para mostrar que eles não estão sozinhos”, justificou. 

 

Nos últimos dias, porém, a decisão de seu gabinete foi a de modificar sua programação diante da polêmica causada. A viagem foi encurtada para apenas três dias e o presidente estará com o presidente russo, Vladimir Putin, para uma reunião de trabalho.  

Pelos hotéis mais luxuosos de Moscou, a presença de senegaleses passou a ser visível desde o início da semana. 

O Senegal estreia nesta terça-feira contra a Polônia, em Moscou. Mas depois joga contra o Japão e Ekaterinburgo, e contra a Colômbia no dia 28 de junho, em Samara. 

“Minha convicção profunda é de que, nessa etapa, todas as seleções nacionais sejam iguais. Os jogadores de cada uma delas atuam nos mesmos campeonato“, disse.

Ele ainda ensaiou sugestões na condição de treinador. “Considerem cada jogo como uma final e deem de tudo”, disse. 

 
Correções
19/06/2018 | 17h08

Diferentemente do publicado originalmente, o presidente do Senegal, Macky Sall, despediu-se da seleção de seu país em Dacar, capital senegalesa, não em Accra, capital de Gana.

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