Viana revida e volta a acusar Pelé

O ex-sócio de Pelé, Hélio Viana, revidou nesta terça-feira às acusações feitas pelo ex-jogador, de que teria desviado US$ 8 milhões da empresa Pelé Sports & Marketing (PS&M), chamando-o de "desleal, ingrato, desinformado, mau-caráter e mercenário". No Japão, o maior jogador do século informou que a auditoria realizada na contabilidade da empresa também apontou o sumiço de US$ 7 milhões referentes à intermediação da assinatura de parceria entre o Flamengo e a International Sports License (ISL). "Pelé realizou três auditorias em suas empresas e ainda não mostrou os resultados, apenas os diz e sabe o porquê?", indagou Viana. "Os documentos apontaram que sou credor da empresa em R$ 5,6 milhões." Viana mostrou irritação com as novas acusações e informou que está processando Pelé por injúria, calúnia, difamação, além de perdas e danos morais. O ex-sócio garantiu que a PS&M não teria recursos suficientes para atingir o montante cobrado pelo maior jogador do século. Segundo Viana, no melhor período financeiro da empresa, na época em que o ex-atleta foi ministro do Esporte, o orçamento superavitário atingiu R$ 3 milhões. Sobre o valor de US$ 7 milhões do contrato entre o Flamengo e a ISL, Viana frisou que a empresa não lhe repassou nenhuma quantia. O ex-sócio garantiu que cabia à ISL o pagamento da dívida mas, com sua falência, nada foi quitado. "Esse valor citado pelo Pelé não existe. Tá chutando", protestou Viana. Em seguida, ele explicou que o contrato estabelecia que a PS&M teria direito a 5% do que fosse arrecadado pela empresa criada para administrar as marcas do Flamengo e do Grêmio. Alternativa - De acordo com Viana, o contrato com a ISL foi de alto risco, mas a PS&M não tinha alternativa. O empresário lembrou que, na ocasião, Pelé havia cortado relações com o presidente de Honra da Fifa, João Havelange, e com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. "Não pingava nada para a gente. Tivemos que aceitar o contrato da ISL, senão seria o fim", considerou o ex-sócio. "Quando me juntei ao Pelé, em 1985, ele estava quebrado feito o Garrincha. Hoje tem estabilidade financeira graças a mim."

Agencia Estado,

19 Março 2002 | 20h42

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