Victor Caivano/AP
Victor Caivano/AP

Vice-campeã da Sul-Americana, Ponte Preta fica mais uma vez no quase

Equipe acumula boas campanhas e decepções nas horas decisivas

O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2013 | 23h48

BUENOS AIRES - Não foi dessa vez. Com 113 anos de história, o torcedor da Ponte Preta ainda não pôde soltar o grito de "É campeão". Com a derrota por 2 a 0 para o Lanús, da Argentina, no segundo jogo da final da Copa Sul-Americana, a equipe de Campinas foi mais uma vez derrotada em uma final de campeonato e continua com o seu estigma de "time do quase".

Tradicional equipe do interior paulista, a Ponte Preta sempre foi um time respeitado no cenário estadual e nacional, sendo considerado até mesmo uma pedra no sapato de algumas equipes, principalmente quando atuava dentro de seus domínios.

Porém, ao longo dos anos, foi acumulando grandes campanhas, mas, na hora de decidir, sempre acabava sendo derrotada.

Apenas nos anos 70, quando a Ponte viveu a sua melhor fase, a equipe foi vice-campeã paulista em três oportunidades, nos anos de 1970, 1977 e 1979. Em todas elas, os jogos foram marcados sempre por muita luta da Ponte Preta, mas foi a final de 1977 que ficou marcada para a história. Em uma disputa contra o Corinthians em três jogos, a equipe de Campinas, que contava com nomes que mais tarde se consagrariam no futebol brasileiro, alguns deles até chegando à seleção brasileira, como o goleiro Carlos, os zagueiros Oscar e Polozzi, o meia Dicá, considerado o maior ídolo da história da Ponte e o atacante Rui Rei, o grande "vilão" da decisão, endureceu muito a disputa, mas o campeão foi mesmo o Corinthians, que, graças ao gol de Basílio no 3.º e decisivo jogo, encerrou um jejum de 23 anos sem conquistar um título.

Para se ter ideia da importância das partidas finais do Campeonato Paulista daquele ano, foi em um deles, no segundo jogo, que terminou com vitória da Ponte por 2 a 1, o recorde de público da história do Morumbi foi registrado, com 146.082 presentes na partida.

Em 1981, a Ponte Preta viveu o maior ano de sua história. Além de ser mais uma vez vice-campeã Paulista, vencendo o primeiro turno do torneio contra o seu maior rival, o Guarani, sendo derrotada apenas pelo São Paulo, que se sagrou bicampeão Paulista naquele ano, a equipe, sob a batuta do meia Dicá, alcançou as semifinais do Campeonato Brasileiro, sendo derrotado, pelos gols marcados fora de casa, pelo Grêmio, que mais tarde seria campeão.

Após anos sem um grande feito, a Ponte Preta voltou aos dias de glória em 2001, quando, contando com os gols do artilheiro Washington, que mais tarde se tornaria o "Coração Valente", chegou até a semifinal da Copa do Brasil. No século XXI, a equipe voltou a "aprontar" no Campeonato Paulista. Além do vice-campeonato em 2008, quando perdeu para o Palmeiras, a Ponte conquistou duas vezes o título do interior do Estado.

Já no ano de 2013, se não foi dessa vez que o título veio, a Ponte Preta tem muito do que se orgulhar. Estreante em competições continentais, ea superou, entre outras equipes, times como o Vélez, da Argentina e o São Paulo, acostumados com os títulos e considerados dois dos grandes times sul-americanos. Mais do que isso, a Ponte Preta resgatou o orgulho de seu torcedor, que, apesar de sofrido, não abandona a Macaca aonde quer que ela esteja.

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