Andre Penner/AP
Andre Penner/AP

Vice do Brasil na Copa do Mundo de 50 é combustível para Felipão

Técnico da seleção brasileira define experiência de 64 anos atrás como 'maravilhosa'

Paulo Favero - Enviado Especial , O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2014 | 04h55

FLORIANÓPOLIS - Felipão está numa missão de fazer com que todo torcedor brasileiro acredite que a seleção brasileira possa ser campeã da Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, ele esteve no Congresso Técnico da Fifa, em Florianópolis, e aproveitou para afastar o "fantasma de 1950" - a derrota do Brasil para o Uruguai na final do Mundial de 1950 no Maracanã.

"Eu vou jogar no Brasil com o meu povo a favor. Se não der a eles oportunidade de pensar isso, o que vou fazer? Vamos entrar só para competir? Não, vamos entrar para ganhar de todas as formas. Quero mais uma vez enfatizar. Na minha visão sobre o que ocorreu em 1950, o Brasil nunca tinha chegado a uma final. Chegou com aqueles jogadores, eles foram os precursores dos cinco títulos. Tomara que estejamos novamente numa final no Maracanã, relembrando 1950, porque aquilo foi maravilhoso", diz.

Ele garante que tudo está sendo feito da melhor maneira para levar o Brasil ao sexto título mundial e contrasta, inclusive, com os momentos que antecederam a Copa de 2002, na Coreia do Sul e Japão, quando não colocou a seleção entre as favoritas para vencer o torneio, mas acabou ficando com o troféu no final.

Segundo o treinador, o principal diferencial em relação àquela Copa na Ásia é que desta vez o Brasil atuará em casa e isso será um fator bastante positivo. Para ele, torcida ganha jogo.

"A torcida é importante. Nós temos um 12.° jogador, que faz a diferença, uma seleção competitiva e de qualidade. Isso com a torcida junto, podemos ser superiores sempre. Por isso confio plenamente que podemos chegar à final sendo campeões. Existe um envolvimento desde antes do início do jogo, e os jogadores participam, vibram e se motivam vendo a participação popular. Esperamos que a cada dia esse envolvimento popular seja maior."

APOIO

O que o treinador deixa claro é que o "envolvimento popular" só é bom como apoio, não como pressão pela convocação de determinado atleta. O nome da vez é Adriano, que voltou a jogar pelo Atlético-PR e já avisou que adoraria ser lembrado. Mas Felipão preferiu sair pela tangente. "Considero para convocação todos os jogadores brasileiros, alguns mais, outros menos. Alguns que jogam, outros que não jogam há 2, 3, 4 ou 5 anos. Olho tudo, de acordo com uma série de fatores, não apenas um só", avisou, deixando claro que já tem o grupo praticamente fechado, mas só vai divulgar a lista final para a Copa no dia 7 de maio.

SUPLENTES 

No dia 12 de maio ele pretende anunciar os sete atletas que ficarão como suplentes, caso algum jogador seja cortado da lista da Copa por lesão. Quase no fim do mês, em 26 de maio, os jogadores convocados iniciarão o período de concentração do Brasil para o torneio na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

"Não considero ideal, mas é o tempo que nós temos. Não adianta justificar algo no futuro, todo mundo está igual. Se fosse um mínimo de 21 dias, seria melhor", admite.

Em seguida, no dia 3 de junho, o time nacional fará um amistoso contra o Panamá, em Goiânia, antes de fazer outro contra a Sérvia, no dia 6, no Morumbi. O treinador da seleção brasileira também vai fazer um treino com a presença da torcida. "Vamos dar a oportunidade aos torcedores, dentro de um limite que permita aos jogadores manter o foco na Copa do Mundo."

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