Reprodução/Premiere
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Vice do Flamengo diz que Instituto de Educação de Surdos comprovou ofensa racista de Ramírez

Clube pediu para instituição analisar as imagens da partida e, segundo Rodrigo Dunshee, ficou provada ofensa de Ramírez, do Bahia

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2020 | 19h40

O Flamengo pediu para especialistas do Ines (Instituto de Educação de Surdos) fazerem leitura labial das imagens da partida contra o Bahia. De acordo com o vice-presidente geral e jurídico do clube rubro-negro, Rodrigo Dunshee de Abranches, a análise provou que houve ofensa racista de Ramírez, do Bahia. 

O Flamengo vai encaminhar a análise para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva e para a polícia. De acordo com o dirigente rubro-negro, a ofensa racista de Ramirez foi contra o atacante Bruno Henrique. Na partida do último domingo, Gerson acusou o jogador rival de racismo.

"O Flamengo encomendou a especialistas do INES - INSTITUTO DE EDUCACAO DE SURDOS, uma leitura labial da situação do Ramirez com o Bruno Henrique momentos antes do que se passou com o Gerson. A prova revelou que teria havido a ofensa, vamos apresentar ao STJD e entregar à polícia", escreveu Rodrigo Dunshee de Abranches, em seu Twitter.

Nesta terça-feira, Gerson prestou depoimento no caso de injúria racial em que acusa o colombiano Indio Ramírez, do Bahia, na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Rio de Janeiro. Segundo o meio-campista do Flamengo, o atleta adversário disse "cala boca, negro", referindo-se a ele durante a vitória do time rubro-negro por 4 a 3, domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.

O inquérito sobre o caso foi aberto na segunda-feira. Os dois atletas, além do técnico Mano Menezes e o árbitro da partida, Flávio Rodrigues de Souza, foram intimados a dar depoimento presencial sobre o episódio. 

Ramírez foi afastado pelo Bahia e defendeu-se das acusações. Em vídeo publicado na segunda-feira, o jogador disse que pode ter sido mal interpretado por Gerson. "Não sei o que ele entendeu, o que ele ouviu. Ele jogou a bola e passou a me perseguir sem eu entender o que estava acontecendo. Dei a volta por trás porque não queria entrar em briga com ninguém e depois ele sai falando que eu falei 'cale a boca, negro', falando português quando realmente não falo português."

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