Vice do Flu nega erro e arrependimento por contratar Ronaldinho Gaúcho

Poucas horas após anunciar a saída de Ronaldinho Gaúcho, a diretoria do Fluminense veio a público nesta terça-feira para explicar a rescisão do contrato do jogador, maior aposta da equipe para a temporada. Em entrevista coletiva, o vice de futebol Mário Bittencourt negou qualquer erro ou arrependimento do clube por contratar Ronaldinho e resumiu o sentimento da equipe com uma palavra: "Frustração".

Estadão Conteúdo

29 de setembro de 2015 | 14h18

"O Fluminense não errou. O Fluminense aproveitou uma oportunidade. Ontem (segunda-feira), de maneira grandiosa, ele foi muito claro ao dizer que não estava dando ao Fluminense a reciprocidade que o clube merecia. Fizemos tudo para que ele pudesse melhorar o futebol dele, manter a forma dele", lamentou o dirigente.

"A palavra é frustração. Quando ele chegou, esperávamos que fizesse aqui o que fez em outros lugares. Quando você contrata um atleta, pensa que ele pode dar o melhor. Quantas vezes vimos jogadores considerados com carreira em declínio fazerem grandes atuações? O próprio Ronaldo no Atlético-MG foi um exemplo. Não fez boa temporada no México, mas apostamos que voltando ao Rio ele poderia render", afirmou Bittencourt.

Ronaldinho encerrou na noite de segunda-feira uma de suas piores passagens por um clube em sua vitoriosa carreira. Com contrato até dezembro de 2016, o melhor jogador do mundo em 2004 e 2005 esteve longe de brilhar no Fluminense e disputou apenas nove jogos, sem ter marcado sequer um gol.

Ele chegou ao clube carioca em julho, depois de também ter seu vínculo rescindido com o Querétaro, do México. A contratação do jogador, campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002, foi muito comemorada pelos torcedores. Mas não demorou para o jogador virar alvo de vaias, principalmente nas últimas partidas.

"Ele estava se sentindo em uma situação ruim, não conseguiu dar ao Fluminense todo o carinho que o clube estava dando a ele. O clube e a torcida. Ele perguntou qual era a nossa opinião, se nós achávamos que ele não estava bem. Fomos sinceros. O momento não estava bom. De maneira digna, de grande caráter, ele disse: no momento, prefiro colocar minha cabeça no lugar. Foi amigável", garantiu o vice de futebol do clube.

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